|

Publicitário condenado por matar a mãe é preso após deixar corpo em mala na rodoviária de Porto Alegre

Compartilhe

O crime macabro que chocou a cidade e as implicações da liberdade condicional

Caso do corpo em mala: publicitário Ricardo Jardim foi preso nesta sexta-feira
Foto: Ronaldo Bernardi/Agência RBS

O publicitário Ricardo Jardim, de 66 anos, foi preso na última sexta-feira (5) após deixar uma mala com o tronco de uma mulher em um armário da rodoviária de Porto Alegre. Este caso macabro remete a um histórico criminal que inclui a condenação de Jardim por haver assassinado e concretado sua própria mãe em 2018. A pena estipulada foi de 28 anos, dos quais 27 deveriam ser cumpridos em regime de reclusão.

A situação veio à tona quando, em uma inspeção de rotina, funcionários da rodoviária perceberam um odor forte proveniente do local onde a mala estava guardada, resultando na chamada da polícia. O corpo era da namorada de Jardim, uma manicure de 65 anos, cujo nome não foi divulgado. A investigação aponta que o crime seria motivado por questões financeiras, já que ele tentou utilizar cartões de crédito da vítima após seu assassinato.

Em entrevista, o delegado Mario Souza disse que Jardim exibia “um elevado grau de organização e capacidade criminosa”. “Ele tomou diversas precauções para não ser identificado, como o uso de luvas, óculos, boné e máscara”, afirmou o delegado. Essa frieza e a meticulosidade do ato chamaram a atenção das autoridades, que investigam se ele teve coautores ou se agiu sozinho.

Dinâmica do crime
Foto: Polícia Civil/Divulgação

A dinâmica do crime revela que, dias antes de abandonar a mala na rodoviária, Jardim havia descartado outros fragmentos do corpo em sacolas de lixo na Zona Leste da cidade, tendo realizado esses atos com uma diferença de sete dias. Os cortes no corpo eram precisos, levando a polícia a acreditar que o autor tinha conhecimentos de anatomia. Diversas câmeras de segurança foram analisadas até que a identidade de Jardim fosse confirmada.

Enquanto a polícia trabalha para encontrar o crânio da vítima, há uma discussão acirrada sobre a liberdade condicional. “Se o homem que matou a mãe estivesse cumprindo a pena, a mulher da mala não teria morrido”, destaca a colunista Andressa Xavier em artigo publicado. A crítica gira em torno das brechas legais que possibilitaram que Jardim estourasse sem cumprir integralmente sua condenação.

Esse assustador caso ilustra os desafios enfrentados pela segurança pública e a necessidade urgente de reformas no sistema penal. O que chama a atenção é a forma como Jardim volta ao convívio social, onde sua história de crimes continuados revelam a fragilidade das medidas de segurança.

Este é um momento provocador para a sociedade gaúcha, que certamente espera ações concretas das autoridades para evitar que casos como esse volvam a se repetir. Os cidadãos são encorajados a comentar e compartilhar suas opiniões sobre a questão criminal e a segurança pública nas plataformas digitais.

Referências

  • https://g1.globo.com/rs/rio-grande-do-sul/noticia/2025/09/05/publicitario-que-deixou-mala-com-parte-de-corpo-em-rodoviaria-no-rs-foi-condenado-a-28-anos-por-matar-e-concretar-a-mae.ghtml
  • https://gauchazh.clicrbs.com.br/colunistas/andressa-xavier/noticia/2025/09/se-o-homem-que-matou-a-mae-estivesse-cumprindo-pena-a-mulher-da-mala-nao-teria-morrido-cmf6xulq001dx01fgq1x5wx6v.html
  • https://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/2025/09/policia-prende-suspeito-de-deixar-mala-com-corpo-esquartejado-na-rodoviaria-de-porto-alegre.shtml

Compartilhe

Veja também

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *