“Servidores foram estuprados coletivamente”, afirma deputado ao comentar ação do Ministério Público!

Wilson diz que MP comprovou crimes de bancos em consignados: servidores foram estuprados coletivamente. Fonte: Secom/ALMT.
O deputado estadual Wilson Santos (PSD) fez fortes declarações esta semana, afirmando que o Ministério Público de Mato Grosso comprovou a prática de crimes por parte de bancos e instituições de crédito envolvidos em empréstimos consignados destinados a servidores públicos. Segundo ele, essa situação resultou em um “estupro coletivo” financeiro dos servidores do estado.
“A ação civil pública foi proposta pela promotora doutora Vanilce contra o Banco Capital, entre outros. O que está sendo constatado é que houve crimes tipificados cometidos por essas instituições. Os servidores públicos foram estuprados coletivamente por pequenos bancos”, destacou o deputado.
Além de denunciar os excessos, Santos mencionou que muitos servidores não tinham acesso aos contratos físicos e foram enganados por juros que atingiam taxas abusivas de até 6% ao mês. Ele frisou que as cláusulas contratuais eram irregulares e careciam de clareza sobre o número de parcelas e o início dos descontos.
“Praticaram juros estratosféricos, e muitos servidores não sabiam nem quando começavam os descontos ou quantas parcelas tinham”, relatou o deputado, que vem lutando há tempos pela causa.
Santos também enfatizou a necessidade de uma reavaliação dos valores do superendividamento, além do recalculo das taxas seguindo as orientações do Banco Central. Ele sugeriu, ainda, a responsabilização do governo estadual por sua omissão nesse sistema de consignados.
“O Governo do Estado deve reconhecer um dano moral coletivo. Parte dos recursos do fundo previdenciário deve ser utilizada para um novo consignado que atenda à lei e ajude os servidores endividados”, completou.
Esse alerta do deputado ocorre em um contexto revelador, após um relatório do Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT) mostrar irregularidades em mais de 60 mil contratos de crédito consignado. Segundo o levantamento, apenas 27.331 dos 90.149 contratos avaliados foram considerados válidos, o que revela um grande problema no sistema.
O caso está gerando repercussão na mídia e nas redes sociais, levantando discussões sobre a fiscalização e a proteção aos servidores públicos.
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Referências
- https://www.olhardireto.com.br/noticias/exibir.asp?id=563755¬icia=wilson-diz-que-mp-comprovou-crimes-de-bancos-em-consignados-servidores-foram-estuprados-coletivamente
