O que aconteceu no Instituto São José e as medidas tomadas após o ataque?

Raquel e Alzenir foram mortas em ataque a tiros no Acre — Foto: Reprodução
No dia 5 de maio de 2026, uma tragédia marcou a comunidade escolar do Instituto São José, em Rio Branco, Acre, quando duas servidoras, identificadas como Alzenir Pereira da Silva, de 53 anos, e Raquel Sales Feitosa, de 37 anos, foram mortas a tiros durante um ataque dentro da instituição. Ambas eram inspetoras e conhecidas por seu comprometimento com a educação e bem-estar dos alunos.
Segundo informações oficiais, o principal suspeito do ataque é um aluno de 13 anos, que adentrou a escola armado com uma arma que pertencia ao padrasto. O adolescente foi apreendido após os disparos, que também feriram um outro funcionário e um estudante. As autoridades locais confirmaram que os feridos têm estado de saúde considerado estável e foram rapidamente transferidos para o pronto-socorro.
O Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Acre (Sinteac) lamentou profundamente a perda das servidoras. Em nota, expressaram sua solidariedade aos familiares e amigos das vítimas: “Neste momento de imensa dor, nos solidarizamos com familiares, amigos, colegas de trabalho e toda a comunidade escolar”.

Ex-alunos lamentaram a morte de servidora durante ataque em Rio Branco — Foto: Reprodução
As reações nas redes sociais foram emocionantes, com ex-alunos e estudantes atuais manifestando seu pesar pela tragédia. Um deles afirmou: “Tia Zena, a melhor de todas. Nunca vou esquecer ela deixando eu pegar mais merenda no recreio”. Essas memórias ressaltam o impacto positivo que as servidoras tiveram na vida de seus alunos.
Em resposta à tragédia, o governo do Acre, através das forças de segurança, anunciou medidas emergenciais para garantir a segurança nas escolas. Entre as ações estão a suspensão das atividades escolares por três dias e a implementação de protocolos de segurança, incluindo o uso de detectores de metal e inspeções de mochilas. O secretário de Justiça e Segurança Pública do Acre, José Américo Gaia, enfatizou a necessidade dessas medidas para prevenir recorrências de violência nas instituições.
A governadora Mailza Assis também se pronunciou, oferecendo condolências às famílias das vítimas e assegurando que as investigações serão minuciosas. O delegado geral da Polícia Civil do Acre, Pedro Paulo Buzolin, indicou que estão sendo examinadas possíveis conexões do adolescente com grupos de violência, além de apurar a responsabilidade do responsável pela arma utilizada no atentado.
Enquanto as investigações continuam, as aulas em todas as escolas do estado permanecem suspensas, e um acompanhamento psicológico está sendo oferecido às famílias afetadas, destacando a importância do apoio emocional em momentos de crise.
Os desdobramentos desse incidente trágico permanecerão em foco, com a comunidade clamando por respostas e maior segurança nas escolas.
Referências
- https://g1.globo.com/ac/acre/noticia/2026/05/05/saiba-quem-sao-as-servidoras-mortas-a-tiros-em-ataque-dentro-de-colegio-no-acre.ghtml
- https://agencia.ac.gov.br/governo-adota-acoes-emergenciais-apos-tragedia-no-instituto-sao-jose/
