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Protestos em Massa: “No Kings” Mobiliza Milhares contra Trump nos EUA

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O que motiva a luta por direitos no atual cenário americano?

Pessoas participando do protesto 'No Kings' em Atlanta, em frente ao Capitólio do Estado da Geórgia.
Pessoas participando de um protesto ‘No Kings’ preenchem a Liberty Plaza em frente ao Capitólio do Estado da Geórgia, Atlanta, no sábado. Fonte: AP News

No último sábado, 14 de junho de 2025, manifestações em todo os Estados Unidos apontaram para um crescente descontentamento popular com o governo de Donald Trump. Os “No Kings” foram além de um simples slogan, tornando-se o estandarte de uma luta coletiva contra o que muitos percebem como um avanço autoritário no governo americano.

Com mais de 2.000 eventos programados, as manifestações foram marcadas por uma participação massiva, com destaque para as mais de 50 mil pessoas que se reuniram em Nova Iorque e cerca de 20 mil em Los Angeles. A mobilização, segundo os organizadores, era uma resposta à militarização e ao que chamaram de “política dos bilionários” promovida pela administração Trump.

O professor aposentado George Atkinson, de 89 anos, expressou suas preocupações ao ser entrevistado durante a marcha em Houston: “Eles não entendem que todos nós somos reis, e não ele”, referindo-se ao presidente. “Estou aqui porque estou contra o fascismo, que se torna cada vez mais evidente.”

As falas dos manifestantes ecoaram um sentimento comum: o temor de que a democracia esteja em perigo, com alguns manifestantes relacionando a sua participação às recentes ações do governo contra direitos civis e a repressão a protestos de imigração. Stephen Nunez, que se apresentou em Nova Iorque, afirmou: “O que está acontecendo agora é o começo de um longo deslizamento para a autocracia.”

Durante os protestos, a presença policial foi notável, com algumas áreas sendo cercadas e a utilização de gás lacrimogêneo em situações de tensão. Imagens capturadas por fotógrafos da Associated Press mostram o clima de repressão em algumas cidades, como Los Angeles, onde um policial disparou um projétil menos letal contra manifestantes.

As manifestações não ocorreram apenas nas grandes cidades. Mesmo em áreas tradicionalmente republicanas, como Lowville, em Nova Iorque, os moradores se uniram para expressar seu descontentamento. “Nosso veteranos não lutaram contra o fascismo”, protestavam os participantes em Atlanta.

As críticas à recente parada militar, que custou cerca de 45 milhões de dólares, também foram um ponto central de discussão. O valor, segundo os participantes, deveria ser redirecionado para causas sociais, como a educação e a saúde pública. Muitos aglomerados de pessoas, envergando bandeiras dos EUA e cartazes com mensagens de paz e justiça, refletiram um desejo coletivo de mudar a percepção de um país que muitos amam, mas que agora está em conflito com os princípios democráticos.

Em Los Angeles, a imigrante Debbie Whaley, que se mudou da Inglaterra quando criança, enfatizou: “Não vim para este país ter outro rei.” Durante várias pregações, a marcha celebrou a diversidade, abordando o contínuo ataque a populações marginalizadas, especialmente no contexto de imigração.

Para muitos, a luta não termina com as manifestações. O foco agora é garantir que as vozes dessas pessoas sejam ouvidas e que tenham um papel ativo na luta pelos direitos que consideram fundamentais. Em um cenário onde o futuro político parece incerto, a união e a resistência da sociedade civil tornam-se essenciais.

Os protestos “No Kings” simbolizaram um chamado à ação, à resistência e à reafirmação dos valores democráticos que muitos temem estarem sendo ameaçados no atual cenário político.

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Referências

  • https://www.cnn.com/2025/06/16/us/protestors-voices-no-kings-trump
  • https://apnews.com/photo-gallery/no-kings-protest-trump-us-b5de52994b7c592034fb19b7d3e9d577

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