Descubra como a mais antiga cooperativa do Brasil está lidando com sua atual situação financeira!

Em crise, cooperativa mais antiga do Brasil atrasa pagamentos e deixa associados e credores apreensivos com troca de comando e venda de ativos.
A Cotribá, considerada a cooperativa mais antiga do Brasil, está enfrentando um momento crítico em sua longa história de mais de 110 anos. Com sede em Ibirubá, no norte do Rio Grande do Sul, a cooperativa enfrenta atrasos de pagamentos a associados e fornecedores, resultando em grande apreensão entre seus colaboradores e credores.
A situação se agravou após a instituição do novo CEO, Luis Felipe Maldaner, que foi contratado em 12 de setembro com a responsabilidade de reestruturar a cooperativa e restaurar sua credibilidade financeira. O executivo possui uma vasta experiência, tendo trabalhado anteriormente no Banco do Brasil e no Badesul. Em suas primeiras declarações, Maldaner reconheceu a “situação delicada” que a Cotribá enfrenta e destacou a urgência em organizar as finanças da entidade.
Com uma dívida de curto prazo estimada em R$ 100 milhões, medidas imediatas foram tomadas. Entre as ações anunciadas, destaca-se a criação de um Comitê de Reestruturação em 29 de julho, que visa melhorar a governança e as finanças da cooperativa. A venda de ativos também se tornou uma realidade, com a transação de uma unidade de armazenagem em Pantano Grande, realizada em 31 de julho, como parte do esforço para gerar caixa e reorganizar a dívida.
Além disso, duas lojas de combustíveis da Cotribá em Ibirubá foram transferidas para a Rede Santa Terezinha, um movimento que reforça a estratégia de desinvestimentos para aliviar a pressão financeira.
As informações também indicam que Maldaner deverá focar na transparência e na comunicação com os associados, com o objetivo de recuperar a confiança da base social. As dificuldades enfrentadas pelos associados, que relatam atrasos na venda de grãos e pagamentos, levantam questionamentos sobre a prioridade na quitação das dívidas – se deveriam ser os produtores, fornecedores locais ou instituições financeiras.
A reestruturação da Cotribá e as decisões tomadas por seu novo líder são fundamentais para redefinir o futuro da cooperativa, que, apesar de sua crise, continua sendo um pilar importante da economia local. “É essencial que haja governança, transparência e diálogo com a base para preservar a cooperação e a atividade econômica nos municípios atendidos”, concluiu o executivo.
Os associados e consumidores estão ansiosos para ver como essas mudanças impactarão a cooperativa e a comunidade. Comentários e discussões sobre as decisões e o futuro da Cotribá são bem-vindos.
Referências
- https://clickpetroleoegas.com.br/em-crise-cooperativa-mais-antiga-do-brasil-atrasa-pagamentos-e-deixa-associados-e-credores-apreensivos-com-troca-de-comando-e-venda-de-ativos-gls/
