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João de Deus tem penas por crimes sexuais drasticamente reduzidas

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A Justiça revisa condenações e o médium agora cumpre uma pena de 214 anos

João de Deus na Casa Dom Inácio, em Abadiânia, Goiás, em foto de 2015
João de Deus na Casa Dom Inácio, em Abadiânia, Goiás, em foto de 2015 — Foto: Reprodução/ TV Anhanguera

A recente decisão da Justiça de Goiás surpreendeu muitos ao reduzir as penas impostas a João Teixeira de Faria, mais conhecido como João de Deus, que estava inicialmente condenado a quase 500 anos de reclusão por diversos crimes sexuais. Após a revisão dos processos e o julgamento de recursos, a soma total das penas caiu para 214 anos, 1 mês e 20 dias, além de um ano de detenção. A informação foi confirmada por diferentes fontes, incluindo a Rádio Itatiaia.

Os crimes cometidos por João de Deus incluem estupro, estupro de vulnerável e violação sexual mediante fraude. Os abusos ocorreram durante atendimentos na Casa Dom Inácio de Loyola, localizada em Abadiânia, Goiás, entre 2010 e 2017. Esse caso se revelou um dos maiores escândalos de abuso sexual no Brasil, com mais de 100 mulheres denunciando publicamente os atos de João de Deus.

Com a redução, as condenações foram afetadas por decisões judiciais que envolveram alegações de decadência do direito de representação e a extinção de algumas penas devido à prescrição de determinados crimes. A defesa de João de Deus argumentou em favor da revisão das sentenças, resultando em uma significativa diminuição do tempo total de pena.

Desde 2021, João de Deus está em prisão domiciliar, em Anápolis, Goiás, em decorrência do risco que sua idade representa durante a pandemia da COVID-19. Esta decisão de prisão domiciliar tem desencadeado indignação entre as vítimas que confiaram no sistema de justiça. O promotor Luciano Meireles afirma que, embora a pena tenha sido reduzida, os processos ainda estão sujeitos a novos recursos e podem ter desdobramentos futuros.

O caso de João de Deus não apenas trouxe à luz a importância da proteção das vítimas em situações de abuso, mas também reforçou a necessidade de um exame cuidadoso das normas que regem o sistema de justiça brasileiro, além de ser um marco significativo na luta contra a impunidade em casos de crimes sexuais.

João de Deus, em Aparecida de Goiânia, Goiás
João de Deus, em Aparecida de Goiânia, Goiás — Foto: Renata Costa/TV Anhanguera

Esse cenário continua a gerar discussões acaloradas em várias esferas da sociedade e convida os leitores a refletirem sobre como esses crimes afetam profundamente as vítimas e suas famílias. Para quem deseja participar da conversa, os comentários estão abertos, e o compartilhamento das informações pode ajudar a manter esse tema em evidência.

Referências

  • https://g1.globo.com/go/goias/noticia/2026/05/05/joao-de-deus-penas-por-crimes-sexuais-reduziram-para-menos-da-metade-apos-recursos-e-somam-211-anos.ghtml
  • https://www.itatiaia.com.br/brasil/brasil-geral/joao-de-deus-preso-apos-abusar-mais-de-100-mulheres-tem-pena-reduzida-pela-metade/
  • https://atarde.com.br/policia/joao-de-deus-tem-pena-reduzida-quase-pela-metade-apos-novo-julgamento-1387965

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