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Ministra Cármen Lúcia encerra sua gestão no TSE com apelo por igualdade e críticas à violência contra mulheres

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Em sua última sessão, ministra destaca desafios enfrentados por mulheres e a importância da paridade no sistema judicial

Cármen Lúcia durante sessão do STF
Ministra do Supremo Tribunal Federal sentada em cadeira vermelha atrás de bancada de madeira com o brasão da República em destaque. Fonte: Divulgação/Fundação FHC.

A ministra Cármen Lúcia, do Supremo Tribunal Federal (STF), fez uma análise profunda sobre a ausência de paridade de gênero nas instituições brasileiras durante sua última sessão como presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Em suas declarações, ressaltou que “se uma mulher fosse nomeada agora para a vaga que está aberta na corte, ainda demoraria 18 anos para que ela chegasse a ser ministra do TSE”. Essa afirmação evidencia a luta por igualdade nas esferas sociais e políticas, além de refletir sobre as dificuldades enfrentadas pelas mulheres no sistema judicial.

Durante a sessão realizada em 7 de maio de 2026, Cármen Lúcia representou um marco significativo na discussão sobre a violência de gênero em sua fala, descrevendo-a como uma “violência bárbara”. Em seu discurso, a ministra afirmou: “Isso não é um problema de civilidade, é um problema de humanidade”, fazendo um apelo contundente por uma Justiça que trate homens e mulheres com igual dignidade.

O evento se tornou um espaço para homenagens a Cármen Lúcia, que foi aplaudida de pé por seus colegas, incluindo o novo presidente do TSE, Kassio Nunes Marques. Ele parabenizou Cármen Lúcia por seu trabalho e sua contribuição à democracia, afirmando que seguirá os passos de sua predecessor nas próximas eleições.

“Espero que tenhamos, com a nova composição, um período de muito trabalho, mas também de muitas realizações para fortalecer a democracia brasileira”, declarou Cármen, visando inspirar ação e reflexão no atual cenário político.

Além disso, a ministra fez um breve balanço de sua gestão, na qual foram realizadas mais de 300 sessões, resultando em 5.215 processos julgados. Cármen Lúcia também enfatizou a importância da presença feminina nos espaços de tomada de decisão, de modo a combater desigualdades sociais e garantir que as vozes femininas sejam ouvidas na Justiça Eleitoral.

Agora, sob a liderança de Kassio Nunes Marques, o TSE se prepara para as Eleições Gerais de 2026, onde a segurança das urnas eletrônicas e o combate à desinformação nas redes sociais serão prioridades.

A luta pela igualdade de gênero e o fortalecimento da democracia se tornam, portanto, temas cruciais nas discussões e ações que se seguirão, ecoando a mensagem de Cármen Lúcia: a necessidade de um sistema mais justo e representativo para todos os cidadãos.

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Referências

  • https://www1.folha.uol.com.br/blogs/brasilia-hoje/2026/05/se-uma-mulher-chegasse-agora-ao-supremo-levaria-18-anos-para-ser-ministra-do-tse-diz-carmen-lucia.shtml
  • https://oglobo.globo.com/politica/noticia/2026/05/07/carmen-critica-violencia-barbara-contra-mulheres-e-faz-apelo-por-igualdade-em-ultima-sessao-no-tse.ghtml
  • https://www.tse.jus.br/comunicacao/noticias/2026/Maio/posse-do-ministro-nunes-marques-na-presidencia-do-tse-sera-na-proxima-terca-12

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