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O impressionante tsunami de 481 metros no Alasca: o segundo maior já registrado

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Um fenômeno natural histórico revela os perigos das mudanças climáticas!

Fotografia aérea oblíqua do deslizamento de terra de 10 de agosto de 2025. A direção da imagem é para o sul.
Fotografia aérea do deslizamento de terra de 10 de agosto de 2025. Fonte: UCL University/Divulgação.

No dia 10 de agosto de 2025, o fiorde Tracy Arm, localizado no sudeste do Alasca, testemunhou um evento que entrou para a história como o segundo maior tsunami já registrado no planeta, com impressionantes 481 metros de altura. O fenômeno foi resultado de um deslizamento de terra que lançou uma enorme massa de rochas de uma montanha para a água, gerando uma onda colossal.

De acordo com um estudo publicado na revista Science em 6 de maio de 2026, esse evento foi classificado como um megatsunami e superou a altura do famoso Empire State Building, que mede 443 metros. Os cientistas calcularam a altura da onda utilizando dados de satélites e sismógrafos, além de relatos de testemunhas que estavam nas proximidades.

“A onda arrancou árvores e plantas ao longo das paredes do fiorde, deixando uma parede rochosa íngreme,” informou Stephen Hicks, geofísico da University College London e coautor do estudo. “Isso permitiu inferir que a onda atingiu 481 metros de altura no primeiro quilômetro, antes de se dissipar ao longo do fiorde.”

Este evento trágico, embora destrutivo, aconteceu de forma surpreendentemente destrutiva, pois não havia embarcações na área no momento do deslizamento e nenhum ferido foi relatado. Contudo, relatos indicam que a onda de 2,5 metros chegou a surpreender caiaquistas que acampavam nas proximidades.

Os investigadores explicam que o deslizamento de terra foi em grande parte impulsionado por mudanças climáticas. A geleira que sustentava a montanha havia se recuado rapidamente devido ao aquecimento global, deixando a encosta sem suporte. “Esse evento pegou todos de surpresa”, disse Dan Shugar, geomorfologista da Universidade de Calgary e principal autor do estudo.

Além da enorme altura, os cientistas observaram que a oscilação da água, conhecida como seiche, continuou por até 36 horas após o evento, gerando vibrações detectadas em sismógrafos ao redor do mundo. Este impacto gerou sinais sísmicos equivalentes à magnitude de 5,4, demonstrando como o mundo natural pode ser afetado por desastres desse tipo.

Glaciar azul claro avança entre montanhas rochosas com vegetação esparsa. À frente, lago turvo formado pelo degelo do gelo, cercado por terreno rochoso e encostas verdes.
Glaciar em Tracy Arm, Alasca. Fonte: Reprodução.

À medida que eventos naturais extremos se tornam mais frequentes devido ao aquecimento global, os pesquisadores pedem melhorias na monitorização dessas áreas e na implementação de sistemas de alerta eficazes. “Precisamos reduzir o risco dessas expedições, identificando melhor as áreas de maior risco e investindo em sistemas de alerta que possam nos dar algumas horas ou dias de aviso prévio,” conclui Hicks.

Essa devastadora calamidade natural sublinha não só o poder da natureza, mas também a urgência em lidar com as mudanças climáticas, que tornam fenômenos como este mais prováveis. O que você acha dessas descobertas? Deixe seu comentário e compartilhe suas opiniões!

Referências

  • https://www1.folha.uol.com.br/ciencia/2026/05/com-481-metros-tsunami-no-alasca-e-o-2%C3%AA-maior-ja-registrado.shtml
  • https://www.estadao.com.br/ciencia/megatsunami-alasca-2025-onda-mais-alta-empire-state-2-maior-ja-registrado-npr/
  • https://super.abril.com.br/ciencia/desgelo-no-alasca-provoca-segundo-maior-tsunami-ja-registrado-com-480-metros/

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