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Tenente-coronel preso por feminicídio enfrenta novas acusações de assédio sexual

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Geraldo Neto é acusado de assédio sexual por uma soldado da PM após a morte de sua esposa

Tenente-coronel Geraldo Neto aparece em foto feita a partir da gravação de câmera de segurança de prédio de soldado que o acusa de assédio sexual.
Tenente-coronel Geraldo Neto aparece em foto (à esquerda) feita a partir da gravação de câmera de segurança de prédio de soldado que o acusa de assédio sexual. Oficial aparece em outra imagem (à esquerda) dando entrevista a jornalistas — Foto: Reprodução.

Recentemente, o tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto, de 53 anos, que já está preso sob a acusação de feminicídio da esposa, Gisele Alves, foi denunciado novamente, desta vez por assédio sexual. A denúncia foi feita por uma soldado de 32 anos da Polícia Militar de São Paulo, que relatou uma série de comportamentos inadequados por parte do oficial, enquanto este ainda era casado.

De acordo com a denúncia apresentada à Corregedoria da PM pela advogada da soldado, Geraldo Neto foi acusado de assédio sexual e moral, incluindo tentativas de contato não consensuais como o envio de flores e mensagens insinuantes. A soldado afirmou que “ele queria beijar sua boca” e fez abordagens reiteradas mesmo após a morte de sua esposa. Segundo o relato, as investidas de Neto começaram logo após sua ascensão ao cargo de tenente-coronel no 49º Batalhão da Polícia Militar Metropolitano (BPM/M).

Além disso, a denúncia alega que Neto usou sua posição hierárquica para pressionar a policial, oferecendo um cargo de secretária que, segundo ele, seria automático sem a aceitação da soldado. O tenente-coronel continuou a tentar contato com ela, mesmo depois de ela se afastar, chegando a aparecer na frente de seu prédio e, em algumas ocasiões, até mesmo durante o expediente da PM.

Em 18 de fevereiro, Gisele Alves foi encontrada morta em seu apartamento, com o caso evoluindo de investigação inicial para feminicídio, após evidências que contradizem a versão de suicídio apresentada por Neto. As investigações revelaram que ele possuía um histórico de comportamento controlador e agressões em relação à esposa, além de tentativas de manipulação da cena do crime.

O tenente-coronel Geraldo Neto e a esposa, a PM Gisele Alves Santana.
O tenente-coronel Geraldo Neto e a esposa, a PM Gisele Alves Santana. — Foto: Reprodução/Redes Sociais.

As novas acusações estão sendo analisadas pela Corregedoria da Polícia Militar, e caso confirmadas, podem levar a investigações mais profundas e a possíveis sanções legais para o oficial. O advogado da soldado está pedindo a abertura de um Inquérito Policial Militar (IPM) para apurar os crimes de assédio sexual, moral e fraude processual.

A Polícia Militar se posicionou afirmando que “os fatos narrados foram registrados na Corregedoria PM e se encontram em apuração”, enquanto a defesa de Neto declarou não ter ciência das novas acusações. A situação gera grande repercussão e expectativa sobre os desdobramentos legais do caso, que envolve questões de segurança, assédio e abuso de poder dentro das forças policiais.

Por fim, a soldado ressaltou que nunca teve qualquer tipo de relacionamento com o oficial, embora os constantes comentários acerca de um suposto romance a tenham colocado em uma posição desconfortável e vulnerável dentro da corporação.

Este caso reflete questões significativas sobre o assédio no ambiente de trabalho e a necessidade de um policiamento mais rigoroso em relação aos abusos dentro das forças de segurança pública.

Referências

  • https://g1.globo.com/sp/sao-paulo/noticia/2026/05/07/preso-por-feminicidio-tenentecoronel-e-acusado-de-assedio-sexual-por-mandar-flores-e-querer-beijar-soldado-da-pm.ghtml
  • https://www.cnnbrasil.com.br/nacional/sudeste/sp/caso-gisele-tenente-coronel-preso-e-denunciado-por-assedio-contra-soldado/

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