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Empresária é solta após acusação de esquema de migração ilegal para os EUA

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Entenda os detalhes do envolvimento de uma sogra de governador em um esquema que movimentou milhões!

Maria Helena de Sousa Netto Costa, em Goiás
Maria Helena de Sousa Netto Costa, em Goiás — Foto: Reprodução/Instagram de Fro Petit

A Polícia Federal prendeu, no último dia 7, a empresária Maria Helena de Sousa Netto Costa, sogra do governador de Goiás, Daniel Vilela, durante a operação *Travessia*, que investiga um esquema de migração ilegal para os Estados Unidos. Após mais de 24 horas detida, ela foi solta, mas continua sendo investigada por seu suposto papel em uma rede criminosa que, segundo as autoridades, movimentou cerca de R$ 240 milhões entre 2018 e 2023.

A operação *Travessia* desvendou a atuação de cinco grupos criminosos, que são acusados de facilitar a entrada irregular de brasileiros no território norte-americano. A PF estima que pelo menos 477 pessoas já tenham sido ajudadas a cruzar a fronteira, com esse número podendo ultrapassar 600. Em uma declaração, o governo de Goiás destacou que o caso “não tem absolutamente nenhuma relação” com o governador e sua esposa, ressaltando que as investigações estão em curso desde meados dos anos 2000.

A defesa de Maria Helena alega que a revogação de sua prisão preventiva é uma retratação da “desnecessidade” da medida e pede o respeito à sua presunção de inocência. No entanto, o inquérito revelou indícios de que ela manteve contato com *coiotes*, responsáveis por facilitar as travessias, além de ter adquirido passagens e organizado logística para os imigrantes.

Citando sua experiência com o esquema, Maria Helena chegou a enviar mensagens em que afirmava ter a capacidade de libertar imigrantes presos, conforme apurado pela TV Anhanguera. A defesa de uma de suas cúmplices, Juliana Rosa Tomé Froes, também presa na operação, argumenta que ajudar brasileiros a formalizar pedidos de asilo não constitui crime.

Valéria Divina de Macedo, outra suspeita envolvida na operação, permanece detida. A PF identificou também que a organização utilizava empresas de fachada e mecanismos de lavagem de dinheiro para dissimular a origem dos valores gerados pelo esquema.

Enquanto isso, o governador Daniel Vilela ressaltou a separação entre os fatos investigados e seu governo, evidenciando a continuidade das investigações e a seriedade com que a questão de migração ilegal é tratada pelas autoridades. A operação busca dar um basta a essa prática que afeta tantas vidas, colocando em risco a segurança de quem busca uma nova vida.

Os desdobramentos dessa investigação ainda são incertos, mas servem como um alerta sobre os perigos da migração ilegal. Para mais informações, compartilhe sua opinião nos comentários!

Referências

  • https://g1.globo.com/go/goias/noticia/2026/05/08/empresaria-suspeita-de-movimentar-r-45-milhoes-em-esquema-de-migracao-ilegal-para-os-eua-e-solta.ghtml
  • https://www.estadao.com.br/politica/blog-do-fausto-macedo/sogra-do-governador-de-goias-e-presa-em-operacao-da-pf-contra-esquema-de-migracao-ilegal-para-os-eua/
  • https://www.correiobraziliense.com.br/brasil/2026/05/7414396-acao-da-pf-mira-criminosos-que-enviavam-brasileiros-ilegalmente-aos-eua.html

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