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Relatório revela aumento preocupante nos conflitos no campo no Pará em 2025

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Dados alarmantes da CPT mostram crescimento das violências e sua relação com o agronegócio!

Pará é líder em conflitos no campo
Pará é líder em conflitos no campo, diz levantamento da Comissão Pastoral da Terra — Foto: Amanda Costa/ Comissão Pastoral da Terra/Divulgação

O estado do Pará se destaca negativamente ao ocupar a segunda posição no ranking nacional de conflitos no campo em 2025, de acordo com o recente relatório da Comissão Pastoral da Terra (CPT). Este levantamento, que analisa as principais incidências de violência e resistência rural, aponta que o Pará teve 179 ocorrências de conflitos, perdendo apenas para o Maranhão, que registrou 209 casos.

A violência no campo não se limita apenas a confrontos territoriais. Em 2025, o número de assassinatos no campo dobrou, saltando de 13 em 2024 para 26. “Essa violência contra a vida dos povos do campo, das águas e florestas é preocupante”, afirma Francisco Alan, coordenador regional da CPT no Pará.

As disputas por terra continuam sendo a principal fonte de tensão no estado, com 142 casos reportados, impactando cerca de 25.854 famílias. Municípios como Santarém e São Félix do Xingu estão entre os mais afetados. Fazendeiros aparecem como os principais responsáveis pelos conflitos, seguidos por agentes do governo e empresas ligadas a atividades extrativas e agropecuárias.

A situação dos povos indígenas e comunidades quilombolas é alarmante, com 25 e 36 conflitos denunciados, respectivamente. Além disso, o Pará também lidera os conflitos relacionados à água, com 21 registros que envolvem questões de uso, preservação e acesso ao recurso. Este panorama revela um cenário complexo, onde a luta por direitos é constantemente ameaçada pela exploração econômica.

A CPT ressalta que a letalidade dos conflitos no campo não é um mero reflexo de uma realidade arcaica. “O modelo agroexportador adotado pelo Brasil nas últimas décadas perpetua esse ciclo de violência”, argumenta o relatório.

Outro aspecto preocupante é a situação do trabalho escravo, com 1.991 trabalhadores resgatados em condições análogas à escravidão em todo o Brasil, onde um aumento de 5% foi observado em relação ao ano anterior. Estima-se que as principais atividades afetadas sejam a pecuária e a extração de madeira.

O lançamento desses dados busca não apenas alertar a sociedade, mas também criar um espaço de debate sobre a agrária no Pará, visando fortalecer as vozes dos que resistem e lutam por seus direitos. “Esses números revelam a necessidade urgente de uma discussão mais ampla sobre as realidades enfrentadas por essas comunidades”, completa Alan.

As imagens ilustrativas da violência no campo são de fundamental importância, representando a gravidade da situação enfrentada pelos agricultores e comunidades em luta por justiça.

Entre os registros, destaca-se uma imagem que retrata uma manifestação após um massacre na área, evidenciando a continuidade da luta pelos direitos e a resistência dos povos afetados. Essa manifestação trouxe à tona a necessidade de uma reflexão crítica sobre a relação entre agronegócio e violência.

Incentivamos os leitores a compartilhar suas opiniões e histórias nos comentários, contribuindo para uma troca de experiências e um debate mais enriquecedor.

Referências

  • https://g1.globo.com/pa/para/noticia/2026/05/09/para-e-2o-estado-no-ranking-nacional-de-conflitos-no-campo-em-2025-aponta-relatorio-da-cpt.ghtml
  • https://www.cartacapital.com.br/blogs/daniel-camargos/o-sangue-que-irriga-o-fazendao-mortes-no-campo-dobram-no-brasil/

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