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Conflito entre Estudantes e Vereadores em Protesto na USP: Um Dia de Tensão e Reivindicações

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Estudantes pedem melhorias enquanto se enfrentam com vereadores e a polícia em São Paulo!

PMs na Praça da República durante manifestação de alunos da USP
PMs na Praça da República durante manifestação de alunos da USP — Foto: William Santos/TV Globo

Na última segunda-feira (11), estudantes da Universidade de São Paulo (USP), da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e da Universidade Estadual Paulista (Unesp) protagonizaram um protesto intenso no Centro de São Paulo. A manifestação, que ocorreu em frente ao prédio da Secretaria Estadual de Educação, tinha como objetivo reivindicar melhorias nas políticas de permanência estudantil e na infraestrutura das universidades, além de resgatar as negociações com a reitoria da USP, Aluísio Segurado.

Durante o ato, que contou com uma expressiva mobilização dos estudantes, vereador do União Brasil, Rubinho Nunes, e seu colega Adrilles Jorge se envolveram em confrontos físicos com os manifestantes. Segundo relatos, a situação se deteriorou rapidamente, levando a Polícia Militar (PM) a utilizar bomba de gás para dispersar a multidão.

Pelas imagens capturadas durante o evento, Rubinho é visto dando chutes e levando socos, o que resultou em suspeita de fratura no nariz. Adrilles, por sua vez, afirmou ter recebido dois chutes e se encontrava bem após o incidente. O clima de tensão aumentou com gritos como “Hipocrisia! Educação não é caso de polícia”, expressando a indignação dos alunos com a presença da polícia durante a manifestação.

Os estudantes, que entraram em greve desde 15 de abril, exigem não apenas melhorias nas questões de permanência, como aumento de bolsas e reformas nas moradias estudantis, mas também a criação de políticas mais inclusivas, como cotas para pessoas trans e a adaptação dos programas de mestrado para candidatos com deficiência auditiva.

No entanto, nem tudo se restringiu ao embate entre estudantes e vereadores. A PM também esteve em ação na madrugada do último domingo (10), durante a desocupação da reitoria da USP, onde estudantes protestavam contra as condições precárias das estruturas acadêmicas. Em um evento que envolveu o uso de gás lacrimogêneo e cassetetes, quatro estudantes foram detidos e, segundo relatos, vários outros ficaram feridos. A USP lamentou a violência que ocorreu, reafirmando a importância do diálogo.

Esse protesto e as violências que o cercaram foram amplamente noticiados, tanto pela televisão quanto pelas redes sociais, onde circulam vídeos de confrontos e agressões. O Diretório Central dos Estudantes (DCE) criticou a operação da PM por considerar abusiva, ressaltando a necessidade de uma abordagem pacífica e respeitosa para resolver questões entre instituições e estudantes.

A mobilização ganhava força também devido a problemas estruturais enfrentados pelos alunos nas residências universitárias, como iluminação falha e condições insalubres. Alunos relataram até mesmo o encontraram de um ninho de pombo em uma das cozinhas do campus.

O debate sobre as reivindicações dos estudantes e a resposta governamental segue em destaque nas discussões acadêmicas e políticas, mantendo o foco nas necessidades de melhorias nas instituições de ensino superior estaduais.

Acompanhamento mais profundo e um diálogo efetivo são cruciais para evitar que situações como a ocorrida nesta segunda-feira se repitam. O que será necessário para que se chegue a um consenso entre estudantes e autoridades?

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Referências

  • https://g1.globo.com/sp/sao-paulo/noticia/2026/05/11/alunos-da-usp-protesto-centro-de-sp.ghtml
  • https://www.cartacapital.com.br/politica/manifestacao-de-alunos-da-usp-termina-em-confusao-com-vereadores-do-uniao-brasil/
  • https://www1.folha.uol.com.br/poder/2026/05/tarcisio-e-haddad-silenciam-sobre-greve-na-usp-e-acao-da-pm-kim-kataguiri-fala-em-descer-a-borracha.shtml

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