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Criança morre em Rondônia após contrair ameba rara e letal

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Uma tragédia que destaca a importância da vigilância em saúde e da prevenção

Equipe da Agevisa de Rondônia em investigação
Equipe da Agevisa de Rondônia em investigação — Foto: Agência Estadual de Vigilância em Saúde de Rondônia

Uma criança de nove anos, residente na cidade de Machadinho D’Oeste, em Rondônia, faleceu na data de 3 de abril de 2026, após contrair uma infecção rara causada pela ameba conhecida como “comedora de cérebro”, cientificamente chamada de Naegleria fowleri. O diagnóstico da doença foi confirmado apenas em 10 de abril, por análises do Instituto Adolfo Lutz, em São Paulo, sendo que a criança já havia falecido.

A infecção ocorre quando água contaminada entra através do nariz, permitindo que a ameba atinja o cérebro por meio do nervo olfatório. De acordo com a diretoria da Agência Estadual de Vigilância em Saúde de Rondônia (Agevisa), “a infecção por Naegleria fowleri é extremamente rara e ocorre exclusivamente quando água contaminada entra pelas vias nasais”. Esta patologia é conhecida como Meningoencefalite Amebiana Primária (MAP), que provoca inflamação severa e destruição de tecidos cerebrais.

A Agevisa destacou que a transmissão não ocorre pela ingestão de água ou através do contato entre pessoas, aumentando a relevância da conscientização e prevenção entre a população. O diretor-geral da Agevisa, Gilvander Gregório de Lima, enfatizou que “a infecção ocorre apenas pela entrada da água pelo nariz”.

Os primeiros sintomas da infecção incluem dor de cabeça, febre, náuseas e vômitos, podendo evoluir rapidamente para estados críticos. Diante disso, as autoridades de saúde recomendam que, em casos suspeitos, as pessoas busquem atendimento médico imediatamente.

Com a investigação epidemiológica em andamento, a Agevisa orientou os cidadãos a evitarem o contato com água não tratada nas vias nasais. Surlange Ramalhães, do Núcleo de Doenças Imunopreveníveis e de Transmissão Hídrica e Alimentar da Agevisa, ressaltou a importância de utilizar água tratada ou fervida para a higiene nasal e de manter atenção especial à qualidade da água utilizada em atividades do cotidiano.

Apesar da gravidade da situação, é importante frisar que o risco de contrair essa infecção permanece baixo, mesmo em áreas onde a ameba pode estar presente. A Agevisa continua monitorando a situação e reforçando as diretrizes de vigilância em saúde.

A comunidade é convidada a comentar e compartilhar informações sobre a importância da prevenção neste caso tão delicado.

Referências

  • https://g1.globo.com/ro/rondonia/noticia/2026/05/07/crianca-morre-apos-contrair-ameba-rara-conhecida-como-comedora-de-cerebro-em-ro.ghtml
  • https://rondonia.ro.gov.br/investigacao-epidemiologica-de-caso-raro-no-estado-e-conduzida-pela-agencia-estadual-de-vigilancia-em-saude/
  • https://ultimosegundo.ig.com.br/brasil/2026-05-08/crianca-morre-em-rondonia-apos-contrair-ameba-rara-e-letal.html

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