Mobilização reúne milhares de participantes em uma crítica ao governo e suas políticas de privatização.

Além das reivindicações ligadas às universidades, os manifestantes afirmam que o ato também reúne críticas à privatização da Sabesp, das linhas da CPTM e do Metrô, à ampliação de pedágios do tipo free flow, à política habitacional do estado e ao aumento da violência policial nas periferias. — Foto: Abraão Cruz/TV Globo
Na tarde desta quarta-feira, 20 de maio de 2026, estudantes da Universidade de São Paulo (USP), da Universidade Estadual Paulista (Unesp) e da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) realizaram uma marcha até o Palácio dos Bandeirantes, em São Paulo. O ato, que teve início no Largo da Batata, reuniu aproximadamente cinco mil pessoas, incluindo movimentos sociais, sindicatos e defensores de direitos humanos, em um protesto que visa exigir melhorias na infraestrutura das universidades e manifestar oposição às políticas de privatização do governo Tarcísio de Freitas.
Os manifestantes reivindicaram melhorias significativas, como o aumento do auxílio permanência, que é essencial para assegurar a continuidade dos estudos de muitos alunos. Além disso, expressaram preocupações com a diminuição dos serviços prestados pelo Hospital Universitário da USP e a deterioração das instalações acadêmicas. Um dos alunos destacou, “Estamos aqui para questionar as condições precárias que vivemos dentro das universidades. Precisamos de um governo que priorize a educação e os direitos dos estudantes.”
Outro ponto central do protesto foi a crítica ao aumento da violência policial durante manifestações, que se intensificou nas últimas semanas, culminando em repressões violentas, como no caso da ocupação da reitoria da USP, onde relatos de feridos e detenções foram amplamente divulgados.

Ocupação da reitoria da USP, na Zona Oeste de SP — Foto: Lívia Martins/TV Globo
De acordo com a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET), a marcha ocupou diversas vias importantes da capital, gerando impactos na rotina da cidade. Os organizadores ressaltaram também que o ato serviu para reforçar a luta contra as privatizações adotadas, como as da Sabesp e dos sistemas de transporte público, que afetam diretamente a população mais vulnerável.
As principais pautas dos estudantes não se restringem apenas aos problemas internos das universidades, mas também se estendem a um contexto social mais amplo, incluindo a política habitacional e a falta de políticas adequadas de moradia e segurança pública.
Outro participante do ato, uma estudante, declarou: “A educação deve ser um compromisso do governo com todos, e não uma área a ser sucateada. Não podemos aceitar que nossos direitos sejam desrespeitados enquanto pessoas são despejadas e a violência se intensifica em nossas comunidades.”

Ato organizado por alunos da USP, Unesp e Unicamp saiu do Largo da Batata às 16h15 em direção ao Palácio dos Bandeirantes, com trajeto pelas avenidas Faria Lima, Cidade Jardim e Morumbi. — Foto: Abraão Cruz/TV Globo
A mobilização e a greve, que se estenderam por mais de um mês, têm sido fundamentais para unificar vozes dissonantes sobre um sistema educacional que muitos consideram em crise. O movimento estudantil, ao lado de sindicatos e coletivos, continua a se organizar para garantir que suas reivindicações sejam ouvidas e atendidas.
Encerrando o ato, os organizadores convocaram os presentes a continuarem lutando por igualdade e justiça social, afirmando que “não dá mais para aceitar passivamente as injustiças que ocorrem nas nossas universidades e nas nossas comunidades.”
O debate em torno dessas questões continua e, com isso, a participação da população é fundamental. Os leitores são convidados a compartilhar suas opiniões e participar dessa discussão importante.
Referências
- https://g1.globo.com/sp/sao-paulo/noticia/2026/05/20/estudantes-em-greve-de-usp-unesp-e-unicamp-fazem-ato-ate-a-sede-do-governo-de-sp-e-cobram-melhorias-em-infraestrutura.ghtml
- https://www.metropoles.com/sao-paulo/estudantes-e-sindicalistas-de-sp-realizam-marcha-contra-tarcisio
