Descubra como essa fraude enganosa está crescendo e afetando muitos brasileiros!

Crédito: DINO
O golpe do “Pix errado” tem se tornado uma preocupação crescente no Brasil, afetando inúmeras vítimas que acabam perdendo grandes quantias de dinheiro. Essa fraude utiliza engenharia social e o sistema do Banco Central para potencializar os prejuízos financeiros, levando muitos brasileiros a um estado de vulnerabilidade.
Com um aumento de 21% em fraudes envolvendo a transferência instantânea, como demonstra o estudo “Golpes com Pix” realizado pela Silverguard em 2025, os prejuízos médios por vítima são de R$ 2.540. No caso dos idosos, esse número quase dobra, chegando a R$ 4.800. De acordo com Thales Santos, especialista em segurança da informação da ESET Brasil, “o sucesso desse golpe está menos ligado à tecnologia e mais à engenharia social”. Os criminosos criam situações de urgência para manipular emocionalmente as pessoas, persuadindo-as a realizar transferências sem validar os procedimentos corretos.
O funcionamento do golpe se inicia quando a vítima recebe um Pix legítimo e, logo em seguida, o suposto remetente a contata informando que houve um erro na transferência. O criminoso pede então a devolução para uma nova chave Pix, e a vítima, na tentativa de resolver a situação, acaba realizando uma nova transferência manual. O criminoso então aciona o Mecanismo Especial de Devolução (MED), alegando ter sido vítima de fraudes.
O Banco Central implementou o MED para facilitar a devolução de valores físicos em casos de erros. Contudo, criminosos têm conseguido manipulá-lo para aumentar seus ganhos. Desde fevereiro de 2026, com o MED 2.0, há um rastreamento mais eficaz das transações, mas isso não impediu a perpetuação do golpe.
Para se proteger, o especialista recomenda que as devoluções sejam feitas diretamente pelo aplicativo bancário utilizando a função “Devolver”, que associa o estorno com a transação original. Além disso, é fundamental evitar devoluções por meio de transferências manuais, pois isso pode ser interpretado como uma transação voluntária.
Ainda assim, os usuários devem permanecer vigilantes e desconfiar de contatos que envolvam pressão emocional ou urgência. Caso um indivíduo tenha caído na fraude, é essencial que entre em contato com seu banco imediatamente e registre a ocorrência, além de formalizar a situação com um Boletim de Ocorrência.
Para aumentar as chances de recuperação do dinheiro, o consumidor deve agir de maneira rápida e registrar todas as evidências relacionadas ao golpe, pois isso pode ser determinante na reversão da fraude e na recuperação dos valores.
Com o crescimento das fraudes, é vital que os brasileiros fiquem alertas e sigam orientações de segurança para evitar se tornarem mais uma vítima do golpe do “Pix errado”.
Referências
- https://www.em.com.br/mundo-corporativo/2026/05/7424123-golpe-do-pix-errado-cresce-e-engana-vitimas-no-brasil.html
- https://diariodocomercio.com.br/mix/banco-central-anuncia-limite-para-transacoes-via-pix-no-brasil/
