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Homem é preso por usar ChatGPT para fraudar concurso em Goiás

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Descubra como um esquema de fraudes inovador foi desmantelado pela polícia

Candidato preso por tentar fraudar prova de concurso em Goiás
imagem colorida candidato preso por tentar fraudar prova de concurso goias. Fonte: Reprodução/Portal 6

Um candidato de 28 anos foi detido em Goiânia após tentar fraudar o concurso para auditor fiscal da Receita Estadual de Goiás, utilizando métodos contemporâneos, envolvendo tecnologia de inteligência artificial. No último domingo (17), ele escondeu um celular no banheiro do local de prova, onde fotografava questões da avaliação e enviava à esposa, que estava em Jaraguá, no interior do estado. A jovem, de 24 anos, utilizava o ChatGPT para buscar respostas e as reenviava por WhatsApp. Ambos confessaram o crime, motivados por dificuldades financeiras.

De acordo com a Polícia Civil, a fraude foi descoberta durante uma vistoria realizada com detectores de eletrônicos. O celular foi encontrado escondido atrás de um vaso sanitário, e o candidato chamou a atenção dos fiscais por entrar várias vezes no banheiro e permanecer mais de 10 minutos em cada visita. Segundo os relatos, “ele escondia o caderno de questões dentro da calça e deixava apenas o cartão-resposta sobre a mesa da sala para não levantar suspeitas”, revelou uma fonte da operação.

Esposa recebia as questões por WhatsApp, pesquisava no ChatGPT e candidato marcava no banheiro
Esposa recebia as questões por WhatsApp, pesquisava no ChatGPT e candidato marcava no banheiro. Fonte: Reprodução/Portal 6

Durante a abordagem, os policiais encontraram, na mochila do candidato, uma capinha compatível com o celular encontrado no banheiro. Ao ser questionado, ele admitiu sua participação no esquema. As investigações indicaram que as mensagens eram trocadas entre o casal, configurando um verdadeiro plano de ação para a fraudes.

A esposa foi presa na Rodoviária de Anápolis, onde desembarcava de ônibus. Ela também confessou a participação e entregou em seguida a senha do celular utilizado para se comunicar com o marido. Ambos foram autuados pelo crime de fraude em concurso público. Inicialmente, a fiança foi estipulada em três salários mínimos, mas após avaliação da condição financeira do candidato, o valor foi reduzido para um salário mínimo. Ambos foram liberados após pagamento.

A Fundação Carlos Chagas, responsável pela realização do concurso, confirmou a eliminação do candidato, conforme previsão no edital que proíbe a utilização de meios ilícitos durante a prova. A Secretaria da Economia do estado de Goiás enfatizou que o incidente foi isolado e não comprometeu a lisura do certame.

Este caso ressalta a crescente preocupação com o uso de tecnologias em fraudes de concursos e examinações, levantando a discussão sobre a eficácia das medidas de segurança adotadas em processos seletivos.

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Referências

  • https://oglobo.globo.com/economia/noticia/2026/05/20/candidato-e-preso-apos-usar-chatgpt-para-tentar-fraudar-concurso-de-auditor-fiscal-em-goias-esposa-recebia-questoes-por-whatsapp.ghtml
  • https://www.estrategiaconcursos.com.br/blog/concurso-sefaz-go-2026-recursos-gabarito-prova-objetiva/
  • https://www.metropoles.com/brasil/concurseiro-e-preso-por-tentar-fraudar-prova-com-uso-do-chatgpt

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