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Mulheres Resgatadas de Condições Análogas à Escravidão em Santa Catarina

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Casos impactantes de exploração doméstica mobilizam autoridades em SC!

Mulher explorada há 40 anos pela família é resgatada em situação análoga à escravidão em SC
Mulher explorada há 40 anos pela família é resgatada em situação análoga à escravidão em SC — Foto: SIT/Divulgação

Recentemente, Santa Catarina foi palco de casos alarmantes de trabalho análogo à escravidão, resultando no resgate de duas mulheres que enfrentavam situações extremas de exploração. Em um dos episódios, uma mulher etíope, que trabalhou por meses sem remuneração, conseguiu escapar de seus opressores em Florianópolis. Ela denunciou sofrer jornadas de até 15 horas diárias, além de violência psicológica e retenção de seus documentos, incluindo o passaporte.

De acordo com as informações do Ministério Público do Trabalho (MPT), a trabalhadora fugiu em maio e usou aplicativos de tradução para pedir ajuda após ter suas condições denunciadas. O casal que a contratou, um homem brasileiro e uma mulher árabe, foi identificado, e um Termo de Ajuste de Conduta (TAC) foi assinado, obrigando-os a pagar indenizações e regularizar o vínculo empregatício. “Após a assinatura do TAC, o casal reconheceu o vínculo de emprego e se comprometeu a pagar R$ 10 mil por danos morais”, revelou um porta-voz do MPT.

Além disso, outra mulher, que viveu em exploração por 40 anos em Benedito Novo, também foi resgatada. Relatos de sua infância como escravizada pela família chocaram as autoridades. Durante a operação, agentes enfrentaram resistência de familiares da vítima, que ameaçaram os fiscais. “Ela apresentava sinais de neurodivergência e havia medo de deixar o local”, informaram os profissionais de assistência envolvidos no resgate.

Agente da AFT entrevista a jovem explorada
Agente da AFT com colete preto e letras brancas nas costas entrevista jovem sentado em cadeira. Dois homens com rostos desfocados observam ao fundo em sala com parede lilás.

Ambos os casos evidenciam a gravidade da exploração de trabalhadores em situações vulneráveis e a necessidade de uma ação mais efetiva das autoridades para coibir essas práticas. Desde a falta de direitos trabalhistas até a rejeição de documentação e segurança, os relatos ressaltam a precariedade enfrentada por esses indivíduos.

O compromisso do MPT e de outras entidades é de investigar e responsabilizar todos os envolvidos em situações que ferem os direitos humanos. À medida que mais casos como esses vêm à luz, é fundamental que a sociedade e as instituições continuem a se mobilizar para denunciar e acabar com o trabalho escravo que ainda persiste no Brasil.

Os leitores são convidados a comentar e compartilhar suas opiniões sobre esse tema de enorme relevância social. A luta contra a exploração e a promoção de direitos humanos é um dever de todos nós.

Referências

  • https://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/2026/05/mulher-etiope-foge-de-condominio-em-florianopolis-e-denuncia-trabalho-analogo-a-escravidao.shtml
  • https://g1.globo.com/sc/santa-catarina/noticia/2026/05/21/mulher-explorada-familia-resgatada-situacao-analoga-escravidao-sc.ghtml
  • https://ndmais.com.br/seguranca/familia-investigada-em-sc-por-escravidao-vai-pagar-r-155-mil-em-acordo-a-empregada-resgatada/

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