Reconhecida mundialmente, a médica deixa um legado incomparável para a medicina brasileira!

Referência internacional, Angelita Gama chegou a duvidar da própria recuperação da covid-19. Foto: Arquivo pessoal
A médica Angelita Habr-Gama, uma das maiores referências em coloproctologia no Brasil e no mundo, faleceu no dia 30 de maio de 2026, em São Paulo, aos 92 anos. A notícia foi confirmada pelo Hospital Alemão Oswaldo Cruz, onde Angelita estava internada desde o dia 6 de maio. A causa da morte não foi divulgada.
Angelita Habr-Gama era reconhecida como uma pioneira na medicina. Ela foi a primeira mulher a se tornar professora titular de uma especialidade cirúrgica na Universidade de São Paulo (USP) e a primeira brasileira a ser aceita como membro honorário da American Surgical Association. Seu trabalho inovador foi fundamental para transformar o tratamento do câncer de reto, especialmente através do protocolo conhecido como ‘watch and wait’, que revolucionou a abordagem cirúrgica e beneficiou milhares de pacientes ao redor do mundo.
“Espero que o meu reconhecimento sirva de incentivo para os pesquisadores brasileiros, especialmente para as mulheres”, dizia Angelita, refletindo sua perseverança em um campo historicamente dominado por homens. Ao longo de sua carreira, ela publicou mais de 200 artigos científicos e recebeu mais de 50 prêmios, incluindo o “Mérito Santos-Dumont” e a “Medalha do Pacificador”.
A médica foi uma ativa defensora da ciência e lamentou a falta de valorização da pesquisa no Brasil. Em suas palavras, “É pena que o país não valoriza a ciência, a cultura, a educação”. Sua trajetória notável foi marcada por desafios, como quando na década de 1960 enfrentou resistência para ser aceita em um hospital de Londres, pois apenas homens eram admitidos. Com determinação, Angelita desafiou essas barreiras e fez história.

A médica Angelita Gama, pioneira da coloproctologia no Brasil — Foto: Arquivo pessoal
Aos 88 anos, Angelita sobreviveu a uma grave infecção por Covid-19, passando 50 dias internada na UTI. Mesmo diante de tais dificuldades, ela demonstrou resiliência e voltou ao trabalho apenas dez dias após receber alta. Seu amor pela medicina e pela educação era evidente em sua dedicação a formar novas gerações de cirurgiões.
O legado deixado por Angelita Habr-Gama é imensurável. O Hospital Alemão Oswaldo Cruz, onde atuou por mais de quatro décadas, manifestou suas condolências e destacou o impacto que a médica teve na medicina brasileira.
Para os muitos que a admiraram, Angelita Gama será lembrada não apenas como uma excelente cirurgiã, mas como uma verdadeira líder e inspiração para todos na saúde. Que sua memória continue a inspirar gerações futuras.
Os leitores são convidados a compartilhar suas lembranças e reflexões sobre essa notável figura, que deixou uma marca indelével na medicina e na sociedade.
Referências
- https://www1.folha.uol.com.br/equilibrioesaude/2026/05/angelita-habr-gama-cirurgia-que-revolucionou-o-tratamento-do-cancer-de-reto-morre-aos-92.shtml
- https://oglobo.globo.com/saude/noticia/2026/05/31/morre-angelita-gama-aos-99-anos.ghtml
- https://www.estadao.com.br/sao-paulo/morre-angelita-gama-uma-das-medicas-mais-premiadas-do-brasil/
