A sentença foi proferida após o julgamento mais longo da história do Tribunal do Júri do Rio de Janeiro!

Júri condena Jairinho por homicídio qualificado e tortura, e desclassifica acusação de homicídio contra Monique — Foto: Henrique Coelho / g1 Rio
O Tribunal do Júri do Rio de Janeiro proferiu a sentença contra o ex-vereador Jairo Souza Santos Júnior, conhecido como Dr. Jairinho, condenando-o a 43 anos e 9 meses de prisão pelo homicídio e tortura do menino Henry Borel. Já a mãe da criança, Monique Medeiros, recebeu perdão judicial pelo crime de homicídio, com os jurados optando pela condenação dela por omissão em relação ao caso, resultando em 1 ano e 4 meses de detenção.
O julgamento, que durou dez dias e se tornou o mais extenso da história fluminense, expôs a fragilidade da vítima, um menino de apenas 4 anos. A juíza Elizabeth Machado Louro destacou o “sofrimento físico e psicológico incompatível com a idade” que o garoto sofreu, considerando a personalidade dos acusados e a condição vulnerável de Henry, que foi brutalmente agredido.
O caso, que culminou na criação da Lei Henry Borel, sancionada em maio de 2022, estabelece que homicídios de crianças e adolescentes sejam considerados crimes hediondos. Durante a audiência, a defesa de Jairinho sustentou que a origem de toda a acusação derivou de uma suposta traição, insinuando que a narrativa apresentada pela parte acusadora poderia ser influenciada por uma recriminação pessoal entre envolvidos, excluindo a seriedade dos crimes cometidos.
Dr. Jairinho foi responsabilizado não apenas pela morte do menino, ocorrida em 8 de março de 2021, mas também pela tortura a que Henry foi submetido, que culminou em uma hemorragia interna e laceração hepática comprovada por laudos médicos e depoimentos periciais. O advogado de defesa de Monique, por sua vez, afirmou que sua cliente era alvo de uma reação desproporcional e marcada por preconceitos de gênero.
“Fosse o pai e não a mãe, na mesma situação, nem sequer teria sido processado”, mencionou a juíza, evidenciando a desigualdade nas expectativas sociais sobre a maternidade.
Esse trágico caso não só revela os horrores da violência doméstica como também levanta questões sobre a maneira como a sociedade grava suas percepções e julgamentos, especialmente em relação a gênero e parentalidade.
A comunidade e a opinião pública permanecem atentas a este caso que atraiu a atenção nacional, e muitos esperam que a justiça seja verdadeiramente feita.
Este relato não é apenas um reflexo do que ocorreu na sala do tribunal, mas um chamado à reflexão sobre o papel da justiça no Brasil e a proteção das crianças.
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Referências
- https://g1.globo.com/rj/rio-de-janeiro/noticia/2026/06/04/juri-sentenca-jairinho-monique.ghtml
- https://www.cnnbrasil.com.br/nacional/sudeste/rj/henry-borel-defesa-de-jairinho-aponta-traicao-como-origem-do-caso/
