Seleção enfrentará desafios logísticos devido a tensões diplomáticas e restrições de visto

Dezenove pessoas posam na escadaria de um hotel luxuoso. Na frente, uma mulher segura uma faixa amarela com texto e uma criança veste camiseta branca, segurando uma bandeira. Ao fundo, homens vestidos com ternos escuros estão alinhados nos degraus da escada azul com corrimão dourado. Fonte: Reprodução
A seleção de futebol do Irã enfrenta notáveis desafios logísticos para participar da Copa do Mundo de 2026, programada para acontecer nos Estados Unidos. Os jogadores irão precisar entrar e sair do país no mesmo dia de cada jogo, como informou o embaixador iraniano no México, Abolfazl Pasandideh. Essa exigência é resultado de restrições de visto devido às tensões entre Irã e EUA.
De acordo com o embaixador, “podem entrar de manhã e no mesmo dia têm de sair”. A seleção teve que mudar seu centro de treinamento de Tucson, no Arizona, para Tijuana, no México, onde ficará hospedada durante o torneio. A equipe deve realizar partidas da fase de grupos em cidades como Los Angeles e Seattle, onde jogará contra a Nova Zelândia, Bélgica e Egito.
As dificuldades foram acentuadas pelo fato de que membros da comissão técnica e dirigentes da equipe não conseguiram visto para os EUA. Segundo o governo iraniano, mais de 12 integrantes da delegação, incluindo o presidente da federação, Mehdi Taj, tiveram seus vistos negados por supostas ligações com a Guarda Revolucionária, o que caracteriza um “comportamento vingativo” por parte dos Estados Unidos, conforme a Federação de Futebol do Irã.
A embaixada iraniana na Turquia classificou as recusas de vistos como um “tratamento discriminatório”, afirmando que “isso efetivamente privou a seleção iraniana da oportunidade de competir em condições de igualdade”. O governo afirmou que os jogadores receberam seus vistos, mas técnicos e outros dirigentes foram barrados na entrada.
Para abordar essas questões, o documento continua a ressaltar a importância do diálogo e a conformidade com as normas da FIFA. O embaixador deixou claro que “respeitamos todas as decisões que a FIFA tomar” para garantir que a equipe possa competir, mesmo em território que consideram hostil.
Apesar das dificuldades, a equipe do Irã segue com seus planos e está de olho na preparação para a Copa do Mundo, que promete ser histórica com a presença de uma nação com a qual os Estados Unidos mantêm um conflito militar ativo.
Os fãs e a comunidade futebolística aguardam com expectativa para ver como o Irã se sairá no torneio, uma vez que o cenário extra-campo continua a impactar o desempenho esportivo da seleção.
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Referências
- https://www1.folha.uol.com.br/esporte/2026/06/jogadores-iranianos-vao-precisar-entrar-e-sair-dos-eua-no-mesmo-dia-de-cada-partida-diz-embaixador.shtml
- https://g1.globo.com/mundo/noticia/2026/06/06/em-meio-a-conflito-ira-acusa-eua-de-discriminacao-em-vistos-para-a-copa-do-mundo.ghtml
- https://www.cnnbrasil.com.br/esportes/futebol/copa-do-mundo/federacao-do-ira-acusa-eua-de-comportamento-vingativo-por-vistos-negados/
