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Policiais na Paraíba: esquema de revenda de drogas e corrupção de R$ 4 milhões

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Áudios revelam a participação de policiais civis em tráfico de drogas e proteção a criminosos!

Everton Aires, conhecido como Bomba
Everton Aires, conhecido como Bomba — Foto: Reprodução/TV Globo

Um escândalo envolvendo policiais civis na Paraíba tomou grandes proporções após investigações que revelam um esquema de revenda de drogas envolvendo valores que alcançam R$ 4 milhões. O investigador Everton Aires, apelidado de “Bomba”, é o principal acusado em um esquema que associou agentes da lei a facções criminosas.

Em uma série de gravações reveladas, como destaca a reportagem do Fantástico, “Bomba” e seus comparsas discutem operações ilegais de tráfico de drogas, comparando esse crime a um “negócio convencional”. Em um trecho, ele diz: “É jogo, meu filho, é jogo. Isso é negócio, isso não é pessoal, é negócio”.

As investigações, que se estenderam por mais de um ano e incluíram a análise de mais de 40 mil áudios, apontam que Everton Aires e outros policiais desviavam entorpecentes apreendidos para revendê-los. “Nos últimos cinco anos, Bomba acumulou uma quantia que é incompatível com seu salário”, explicam os investigadores. Ele admitiu também, em áudios, que “a polícia paga merreca” considerando seus outros lucros, como a venda de anabolizantes.

Operação Perfídius foi deflagrada na manhã desta terça-feira (2)
Operação Perfídius foi deflagrada na manhã desta terça-feira (2) — Foto: Divulgação/Polícia Civil

Além de Bomba, outros dois policiais estão envolvidos: Eduardo Jorge, conhecido como “Mão Branca”, e o delegado Braz Morroni. Este último é acusado de receber parte dos lucros da atividade criminosa, assim como de proteger os envolventes ao adverti-los sobre operações policiais.

“As gravações mostram um alinhamento claro entre a polícia e os grupos criminosos, onde agentes de segurança pública atuam em favor da criminalidade”, disse o procurador-geral da Paraíba, refletindo a gravidade da situação.

A operação que culminou na prisão de nove pessoas, entre elas Bomba e seus comparsas, teve início após uma denúncia de um traficante de que policiais estavam se apropriando de drogas. As gravações e a análise financeira demonstram uma clara intersecção entre os policiais e as facções criminosas que atuam na Paraíba.

O que pode ser feito para restaurar a confiança na polícia, uma instituição desenhada para proteger os cidadãos, quando seus próprios agentes estão envolvidos com o crime? As defesas desses indivíduos negam as acusações, alegando que o processo legal está em andamento.

Neste caso, o resultado da investigação e sua repercussão são aguardados com grande expectativa pela sociedade paraibana. O público clama por justiça e transparência, especialmente em momentos em que a confiança nas instituições é crucial.

Para mais opiniões e informações sobre este caso, sinta-se à vontade para comentar e compartilhar este artigo. Acompanhe-nos para mais atualizações sobre situações semelhantes.

Referências

  • https://g1.globo.com/fantastico/noticia/2026/06/07/investigador-na-paraiba-recebe-r-4-milhoes-em-esquema-de-revenda-de-drogas-apreendidas-a-policia-paga-merreca.ghtml
  • https://g1.globo.com/pb/paraiba/noticia/2026/06/08/audio-mostra-policial-preso-negociando-drogas-para-faccao-lucro-seria-dividido-com-delegado.ghtml
  • https://jornaldaparaiba.com.br/cotidiano/investigacao-aponta-que-policial-acumulou-r4-milhoes-em-esquema-de-revenda-de-drogas-na-pb

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