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Defensoria Pública de MT exonera primeiro subdefensor-geral após denúncias de assédio

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Investigação segue em diversas esferas após acusações graves de assédio moral e sexual

1º subdefensor público-geral exonerado pela Defensoria Pública.
1º subdefensor público-geral exonerado pela Defensoria Pública. — Foto: Defensoria Pública

A Defensoria Pública de Mato Grosso tomou a decisão de exonerar Rogério Borges Freitas do cargo de primeiro subdefensor-geral, em meio a graves denúncias de assédio moral e sexual. Rogério já estava afastado desde o dia 13 de maio, após a primeira denúncia ter sido formalizada na Polícia Civil. Desde então, as investigações por parte da Corregedoria e da Polícia Civil continuam em andamento.

Segundo informações, a primeira denúncia foi registrada em abril de 2026 e relatava casos de assédio moral e importunação sexual que ocorreram desde 2017. A vítima relatou que a situação trouxe sérios impactos emocionais e mudanças significativas em sua rotina. Em adição a isso, uma ex-servidora também denunciou episódios de assédio sexual e institucional entre 2022 e 2024, descrevendo comportamentos inadequados e tentativas de retaliação no ambiente de trabalho.

As investigações adquiriram mais complexidade quando, recentemente, um áudio de Rogério foi vazado, onde ele orientava uma servidora a ser “submissa” e a manter uma postura de silêncio, além de citar passagens da Bíblia para justificar suas palavras. Nela, Rogério afirmava que “tem um espírito faccioso” e que seria melhor a servidora “não aquietar a língua”. Este material, que gerou grande repercussão, veio à tona logo após a exoneração e reforçou as já sérias alegações contra ele.

“A exoneração diz respeito ao cargo de gestão, e não ao cargo de defensor público”, esclareceu a Defensoria Pública. Mesmo com a saída de Rogério de sua função, as apurações tanto em âmbito administrativo quanto criminal são mantidas e seguem seu curso, aguardando a deliberação final das autoridades competentes.

<Ex-servidora acusa defensor público de tentar beijá-la à força em velório.
Ex-servidora acusa defensor público de tentar beijá-la à força em velório; servidor é exonerado do cargo de subdefensor público-geral.

A Defensoria Pública também ressaltou que a Comissão de Prevenção, Tratamento e Enfrentamento do Assédio Moral e do Assédio Sexual se mantém atuante, acolhendo e orientando possíveis vítimas e testemunhas durante este período delicado.

Este caso levanta questões importantes sobre a proteção e o tratamento de denúncias de assédio dentro de instituições públicas. Os desdobramentos das investigações serão acompanhados de perto pela sociedade, numa expectativa de que a justiça seja feita e medidas preventivas sejam implementadas para garantir um ambiente de trabalho seguro e respeitável.

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Referências

  • https://g1.globo.com/mt/mato-grosso/noticia/2026/06/29/defensoria-publica-exonera-primeiro-subdefensor-geral-investigado-por-denuncias-de-assedio-em-mt.ghtml
  • https://www.olhardireto.com.br/noticias/em-conversa-vazada-defensor-publico-le-passagem-da-biblia-e-orienta-servidora-a-ser-submissa

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