|

Reality de Viih Tube e Eliezer gera polêmica e investigação do MPT

Compartilhe

Entenda a controvérsia envolvendo a exposição de funcionários e os direitos trabalhistas

Reality de Viih Tube e Eliezer terá prêmio de mais de R$ 20 mil — Foto: Reprodução/YouTube
Reality de Viih Tube e Eliezer terá prêmio de mais de R$ 20 mil — Foto: Reprodução/YouTube

O reality show “As Patroas”, idealizado pela influenciadora Viih Tube e seu parceiro Eliezer, gerou uma onda de críticas e levou o Ministério Público do Trabalho (MPT) a abrir um procedimento investigativo. Com o objetivo de oferecer R$ 20 mil aos funcionários participantes, a dinâmica do programa levantou dúvidas sobre a legalidade da exposição e o bem-estar dos trabalhadores.

Após o lançamento do primeiro episódio, que foi ao ar no canal oficial de Viih Tube no YouTube, o conteúdo rapidamente foi retirado da plataforma devido à repercussão negativa nas redes sociais. Críticos afirmaram que a forma como os funcionários foram submetidos a situações humilhantes e degradantes era inaceitável. “Imoral, absurdo, porco, nojento, indecente”, qualificou um influenciador em um vídeo que circulou nas redes sociais.

A advogada trabalhista Paula Borges destacou que, segundo a legislação, a participação dos funcionários deve ser voluntária e remunerada, além de exigências contratuais separadas do vínculo empregatício. “O vínculo trabalhista, por si só, não confere ao empregador direito de explorar comercialmente a imagem do trabalhador”, declarou.

Dentre as provas do reality, uma dinâmica particularmente polêmica envolveu um funcionário colocando a mão dentro de um vaso sanitário para recuperar moedas, o que gerou debates acalorados sobre os limites da atuação do empregador e a possibilidade de assédio moral. O Tribunal Superior do Trabalho (TST) também se manifestou sobre o assunto, afirmando que “humilhação não é entretenimento”, e reiterou a necessidade de respeito no ambiente de trabalho.

Embora Viih Tube e Eliezer tenham afirmado que os participantes eram voluntários e que não houve coerção, o MPT alerta que qualquer função que cause constrangimento pode ser considerada assédio moral. “Os funcionários devem ter a liberdade de decidir participar sem medo de represálias no ambiente de trabalho”, afirmou Paula Borges.

Os episódios fututos do reality, que prometiam mais prêmios e tarefas inusitadas, estão suspensos até que a investigação do MPT seja concluída. Fica evidente que a linha entre o entretenimento e a dignidade dos trabalhadores precisa ser cuidadosamente respeitada.

A situação evidencia a necessidade de uma discussão aprofundada sobre os direitos dos trabalhadores, especialmente em contextos onde suas imagens e ações são exploradas para fins comerciais.

Se você tem algo a acrescentar sobre o tema, sinta-se à vontade para deixar um comentário e compartilhar sua opinião!

Referências

  • https://g1.globo.com/trabalho-e-carreira/noticia/2026/07/02/reality-de-viih-tube-que-daria-r-20-mil-a-funcionario-vira-alvo-do-mpt-veja-os-direitos-dos-trabalhadores.ghtml
  • https://www.terra.com.br/diversao/gente/luana-piovani-critica-reality-de-viih-tube-e-eliezer-e-ironiza-polemica-vai-ganhar-um-quadro-sobre-maternidade,890940ae135441fef3f3193b4d0db9bdls3i8o0k.html
  • https://www.migalhas.com.br/quentes/459422/mpt-investiga-reality-de-viih-tube-com-funcionarios-tst-se-manifesta

Compartilhe

Veja também

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *