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Festival de Almada Enfrenta Desafios Financeiros e Risco de Fechamento

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Rodrigo Francisco alerta sobre a sustentabilidade do evento em entrevista

Rodrigo Francisco, encenador e diretor do Festival de Almada
Rodrigo Francisco é encenador, dramaturgo e diretor artístico da Companhia de Teatro de Almada.

O Festival de Almada, um dos eventos culturais mais esperados na cidade, está prestes a começar em sua 43.ª edição, de 4 a 18 de julho. Contudo, em vésperas da abertura, o diretor Rodrigo Francisco expressou preocupações sérias sobre a situação financeira do festival. “Não é possível continuar a ter um festival de teatro como o nosso com os financiamentos que temos”, afirma Francisco, destacando que os custos logísticos e a inflação elevaram os desafios a níveis insustentáveis.

Com um orçamento anunciado de aproximadamente 631 mil euros para este ano, a composição financeira do festival é alarmante. Em sua maioria, o financiamento vem da Câmara Municipal de Almada e da Direção-Geral das Artes, mas Francisco ressalta que o apoio da Câmara não foi ampliado desde 2015. O risco de fechamento do Teatro Municipal Joaquim Benite, onde a companhia está instalada, aumenta sem intervenções urgentes, já que as infiltrações e a deterioração do edifício exigem reparos imediatos.

A programação deste ano incluirá 19 espetáculos que prometem proporcionar uma rica experiência cultural. Segundo Rodrigo, “os festivais são uma espécie de parêntesis na vida cotidiana”, onde culturas distintas e criativas se entrelaçam. O diretor enfatiza a importância de elevar o patamar das expectativas dos espectadores para garantir um público mais exigente e culto.

Além dos desafios financeiros, a Companhia de Teatro de Almada procura fortalecer a fidelização do público. Com iniciativas como o Clube de Amigos do Teatro, a companhia busca criar um relacionamento duradouro com seus espectadores. A estratégia inclui a publicação da programação anual, permitindo que o público tenha acesso às ofertas ao longo do ano e possa planejar suas visitas.

No entanto, a questão do público jovem e a captação de novos espectadores permanece uma preocupação secundária. Francisco acredita que “os jovens hão de ter tempo para vir ao teatro quando forem mais velhos”, apontando que o hábito cultural é muitas vezes moldado com o tempo. “Sabemos que muitos espectadores jovens voltam depois a frequentar, quando estão em diferentes fases da vida.”

À medida que o festival se aproxima, a esperança é que a comunidade se una para apoiar os esforços da Companhia e garantir que o festival continue com sua programação rica e diversificada, que já se tornou uma tradição na cidade de Almada.

Referências

  • https://observador.pt/especiais/diretor-do-festival-de-almada-nao-e-possivel-continuar-a-ter-um-festival-de-teatro-como-o-nosso-com-os-financiamentos-que-temos/
  • https://www.msn.com/pt-pt/noticias/other/o-festival-de-almada-%C3%A9-imposs%C3%ADvel-com-estes-financiamentos/ar-AA276PP8
  • https://www.rtp.pt/noticias/mundo/venezuela-gnr-tem-seis-caes-para-tentar-encontrar-vitimas_v1751240

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