Como um novo modelo de moradia está transformando a vida da terceira idade nos Estados Unidos?

Três pessoas vestindo aventais estão em uma cozinha, duas delas em primeiro plano preparando alimentos. Ao fundo, uma idosa de cabelos brancos e óculos está sentada à mesa com toalha xadrez, olhando para frente. A janela atrás dela mostra o céu escuro.
A realidade de muitos idosos nos Estados Unidos está passando por uma transformação significativa, com o aumento do compartilhamento de moradia como uma solução para custos crescentes e para a solidão. Conforme um estudo recente, cerca de um terço dos lares chefiados por pessoas com 65 anos ou mais gastaram mais de 30% de sua renda com moradia em 2024. Essa situação levou a um incremento no interesse por compartilhamento de casas.
Um exemplo é o caso de Shirley Jennett, uma enfermeira aposentada de 89 anos, que vive em Denver e encontrou uma nova companheira de casa, Susan Beese, de 79 anos. Beese, que enfrentava dificuldades financeiras em seu apartamento, decidiu se mudar e agora paga US$ 800 (R$ 4.200) por um espaço na casa de Jennett. Este arranjo permite que ambas compartilhem responsabilidades e se beneficiem mutuamente, conforme relata Jennett: “Quero ficar aqui. E morrer aqui”.
A ideia por trás do compartilhamento de moradia é eficiente, como descreve Alison Joucovsky, fundadora da Sunshine Home Share Colorado. “É uma forma realmente eficiente de criar habitação acessível e apoiar pessoas mais velhas que querem envelhecer em casa”, afirma.
A demanda por esse tipo de moradia aumenta ainda mais à medida que os custos de aluguéis sobem e as opções de habitação se tornam escassas. Segundo Laura Fanucchi, do National Shared Housing Resource Center, é um erro não aproveitar os imóveis já existentes: “Por que não aproveitar o estoque habitacional existente?”
Legisladores em vários estados estão trabalhando para promover e facilitar o compartilhamento de moradia, reconhecendo sua importância tanto para idosos quanto para jovens em busca de habitação a um custo mais acessível. Iniciativas como plataformas online que conectam oferecedores e buscadores de moradia têm se mostrado eficazes, criando uma nova dinâmica que busca melhorar a qualidade de vida e segurança dos residentes.
Além disso, o avanço tecnológico também vem contribuindo para a segurança e conforto das moradias compartilhadas. Dispositivos inteligentes, como câmeras e sensores de movimento, oferecem uma camada extra de segurança, propiciando aos moradores tranquilidade em suas novas convivências.
O compartilhamento de moradia não apenas se destaca como uma solução prática para os desafios atuais de custo e solidão, mas também redefine o conceito de comunidade e apoio mútuo entre os idosos. Com essa tendência crescente, espera-se que mais pessoas encontrem formas inovadoras de viver, fortalecendo laços sociais e garantindo uma melhor qualidade de vida.
Se você conhece alguém que poderia se beneficiar desta notícia ou tem experiências sobre o tema, não hesite em compartilhar nos comentários!
Referências
- https://www1.folha.uol.com.br/equilibrio/2026/07/idosos-dividem-casa-para-reduzir-custos-e-evitar-solidao-nos-eua.shtml
- https://canaltech.com.br/produtos/6-maneiras-de-deixar-sua-casa-mais-segura-com-a-tecnologia/
