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Greve de ônibus no Rio de Janeiro: Rodoviários e patrões não chegam a acordo em audiência

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Nova proposta de reajuste gera tensão e descontentamento entre os trabalhadores

Audiência de conciliação entre rodoviários e empresas de ônibus no TRT
Audiência de conciliação entre rodoviários e empresas de ônibus no TRT — Foto: Henrique Coelho/g1

Rodoviários e empresas de ônibus do Rio de Janeiro voltaram a se reunir nesta segunda-feira (6) no Tribunal Regional do Trabalho (TRT), mas as negociações não levaram a um consenso. A categoria, que está em estado de greve desde o dia 1º de julho, permanece insatisfeita com a proposta de aumento salarial apresentada pelo sindicato das empresas, o Rio Ônibus.

O movimento teve início após fracassos nas negociações da campanha salarial, que visa melhorias nas condições de trabalho e um reajuste significativo. Durante a audiência, a proposta de aumento foi ajustada de 4,39% para 4,5%, um incremento de apenas 0,11%. “A proposta foi tratada pelos trabalhadores como uma afronta à categoria”, afirmou Sebastião José, presidente do Sindicato dos Rodoviários, ressaltando que o percentual é insuficiente diante das exigências de 17% adicionais de aumento e de outros benefícios.

A audiência desta segunda-feira culminou em uma nova assembleia marcada para terça-feira (7), onde os trabalhadores decidirão os próximos passos a serem tomados. O descontentamento entre os rodoviários é palpável com muitos considerando o reajuste como uma forma de “descaso” por parte dos patrões. “Uma proposta dessas, de 0,11%, depois de a gente suspender a greve e atender a um apelo do tribunal, não parece de boa fé”, disse Sebastião.

Ônibus no Terminal Gentileza nesta segunda-feira (6)
Ônibus no Terminal Gentileza nesta segunda-feira (6) — Foto: Reprodução/TV Globo

As conversas entre trabalhadores e empresas são essenciais para evitar um retorno do estado de greve, que havia causado grandes transtornos no transporte público da cidade. A greve anterior resultou na circulação de apenas uma fração da frota, impactando a vida dos passageiros e levando à necessidade de intervenção judicial que exigiu a presença de 80% dos ônibus nas ruas.

Com as disputas entre rodoviários e o patronato em andamento, a expectativa é de que novas propostas sejam apresentadas na próxima audiência, marcada para quarta-feira (8). O presidente da sessão, desembargador Gustavo Tadeu Alkmim, expressou preocupação sobre o clima de tensão e sugeriu que os patronos considerassem um percentual maior de reajuste.

Os rodoviários, além do aumento salarial, reivindicam melhores condições de trabalho, como a fixação do piso salarial em R$ 5 mil para motoristas de BRT e R$ 4 mil para outros motoristas, além de vale-alimentação e plano de saúde. O resultado das discussões programadas poderá moldar não apenas o futuro imediato da categoria, mas também a dinâmica do transporte público no Rio de Janeiro.

Essa situação complexa destaca a importância da negociação e diálogo em situações laborais, onde o compromisso de ambas as partes pode ajudar a encontrar soluções que beneficiem tanto os trabalhadores quanto a população que depende dos serviços de transporte.

Os leitores são convidados a compartilhar suas opiniões sobre a situação e a repercussão desse episódio nas redes sociais. Comentários e discussões são bem-vindos!

Referências

  • https://g1.globo.com/rj/rio-de-janeiro/bom-dia-rio/noticia/2026/07/06/rodoviarios-e-empresas-de-onibus-do-rio-voltam-a-negociar-nesta-segunda-feira-no-trt.ghtml
  • https://www.cnnbrasil.com.br/nacional/sudeste/rj/greve-de-onibus-no-rj-reuniao-entre-trabalhadores-e-empresa-nao-tem-acordo/

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