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Consumidores denunciam ‘golpe do doce’ em evento no Ceará e firmam alertas sobre prática abusiva

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Clientes relatam constrangimento e cobranças exorbitantes após compra de doces na Expocrato!

Wellington Barros pagou R$ 137 em três pedaços de doces em stand acusado de prática abusiva com clientes.
Wellington Barros pagou R$ 137 em três pedaços de doces em stand acusado de prática abusiva com clientes. — Foto: Arquivo pessoal

Recentemente, a Exposição Agropecuária do Crato (Expocrato), no Ceará, se tornou palco de polêmicas relacionadas a práticas abusivas em vendas. Conhecido como “golpe do doce”, esse escândalo girou em torno de um estande da Doceria Deleites, onde consumidores relataram ser surpreendidos com preços extremamente altos após escolherem doces vendidos por peso.

A cliente Priscila Justino, por exemplo, compartilhou sua experiência angustiante: “Depois que cortou, não pode voltar atrás”, afirmou ela, que se sentiu coagida a pagar R$ 330 por um doce, muito além do que esperava. “Eu paguei por vergonha”, desabafou.

Nos últimos dias, vídeos nas redes sociais viraram uma onda de reclamações que expuseram como os atendentes pressionavam os clientes a finalizar compras, mesmo quando os valores superavam a expectativa. De acordo com relatos, ao tentar devolver os doces, os consumidores enfrentaram resistência e até constrangimento. Um vídeo de uma consumidora que pagou R$ 182 por duas fatias foi particularmente impactante, levando a um aumento nas denúncias ao Ministério Público do Ceará (MPCE).

Após a repercussão, uma operação do Programa Estadual de Proteção e Defesa do Consumidor (Decon) constatou irregularidades como a falta de transparência nos preços e a ausência de informações claras sobre pesos e tamanhos, indicando que os produtos não tinham sinalização adequada. “O cliente não deve ser coagido a finalizar a compra a qualquer custo”, enfatizou o promotor de Justiça Thiago Marques.

As informações sobre o produto e seu custo final não foram apresentadas de forma clara antes da compra, o que constitui uma violação do Código de Defesa do Consumidor. A empresa, por sua vez, negou quaisquer práticas de golpe, afirmando que as informações sobre os preços eram divulgadas e que os clientes tinham liberdade para escolher o peso do doce.

Essa situação levanta questões importantes sobre os direitos do consumidor e a responsabilidade dos estabelecimentos em garantir clareza e transparência. A repercussão gerou um aviso para outros consumidores: é fundamental estar atento às informações fornecidas antes de qualquer compra. Como recomenda a especialista Daniela Poli, a evidência de preços e pesos deve ser acessível para evitar surpresas desagradáveis no caixa.

Decon realizou fiscalização em stand de doces denunciado por consumidores e constatou práticas abusivas no estabelecimento.
Decon realizou fiscalização em stand de doces denunciado por consumidores e constatou práticas abusivas no estabelecimento. — Foto: MPCE/ Divulgação

O caso do “golpe do doce” não deve apenas servir como um alerta para as práticas abusivas em eventos como a Expocrato, mas também destacar a importância do respeito aos direitos do consumidor em qualquer lugar.

Os relatos de vários consumidores, como Wellington Barros, que pagou R$ 137 por três pedaços, e Márcio Holanda, que desembolsou R$ 177 por dois doces, revelam um cenário preocupante em que a falta de informações e a pressão emocional levam a sejam realizados pagamentos de valores não justos.

Os consumidores têm o direito de contestar cobranças que não foram claras e devem sempre exigir transparência nas transações comerciais. Se você já passou por situação semelhante, compartilhe sua experiência e ajude a informar outros sobre como se proteger.

Referências

  • https://g1.globo.com/ce/ceara/cariri/noticia/2026/07/18/golpe-do-doce-eu-paguei-por-vergonha-diz-cliente-apos-comprar-produto-por-r-330.ghtml
  • https://diariodonordeste.verdesmares.com.br/ceara/barraca-de-doces-que-viralizou-na-expocrato-e-fiscalizada-apos-denuncia-de-golpes-1.3777660
  • https://g1.globo.com/empreendedorismo/noticia/2026/07/18/golpe-do-doce-clientes-que-pagaram-ate-r-330-apos-pesagem-de-doces-poderiam-desistir-e-abuso.ghtml

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