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Moraes Arquiva Inquérito da Abin Sem Provas contra Diretor

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Decisão do ministro do STF encerra investigação sobre supostas irregularidades na espionagem do governo Bolsonaro!

Um homem de óculos, falando em um microfone, usando um terno escuro. Ao fundo, bandeira do Brasil.
Um homem de óculos, com cabelo calvo e barba rala, está falando em um microfone. Ele usa um terno escuro e uma gravata listrada. Ao fundo, há uma bandeira do Brasil, com as cores verde, amarelo e azul. O ambiente parece ser uma sala de conferências. Fonte: Agência Senado

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu arquivar o inquérito que apurava o envolvimento do diretor-geral da Abin, Luiz Fernando Corrêa, em uma estrutura paralela de espionagem durante o governo de Jair Bolsonaro. Segundo a decisão, as acusações foram descartadas devido à falta de provas concretas.

Durante a investigação, que ficou conhecida como “Abin paralela”, ficou evidenciado que a agência teria utilizado um software chamado First Mile para espionar adversários do então presidente, incluindo membros do próprio STF, como Dias Toffoli, Luiz Fux e Luís Roberto Barroso, além de figuras políticas como os ex-presidentes da Câmara, Arthur Lira e Rodrigo Maia, e o ex-governador de São Paulo, João Doria.

Na análise de Moraes, “Corrêa e outros servidores da Abin foram citados de forma genérica, sem a individualização concreta das respectivas condutas e sem a demonstração mínima dos elementos necessários à configuração de fato penalmente relevante”. Essa decisão impediu que outros funcionários da Abin também fossem incriminados, arquivando os inquéritos contra Alessandro Moretti, Luiz Carlos Nóbrega Nelson, José Fernando Moraes Chuy e Lúcio de Andrade Vaz Parente, todos indiciados pela Polícia Federal.

O advogado de Luiz Fernando Corrêa, Bruno Salles Ribeiro, comemorou a decisão, afirmando que desde o início sustentou a inexistência de qualquer elemento que configurasse obstrução de justiça e enfatizou a integridade do diretor-geral da Abin, que já havia ocupado cargos importantes em suas anteriores funções.

Moraes, embora tenha arquivado o caso de Corrêa, informou que continuará investigando outros envolvidos, como o ex-vereador Carlos Bolsonaro e o ex-diretor da Abin Alexandre Ramagem, que terão seus processos enviados para instâncias inferiores.

A decisão trouxe alívio à direção da Abin e aos envolvidos que estavam sob suspeita, mas também mantém a vigilância sobre práticas que possam se desviar da legalidade.

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Referências

  • https://www1.folha.uol.com.br/colunas/painel/2026/07/moraes-arquiva-inquerito-que-apurava-envolvimento-de-diretor-da-abin-em-estrutura-paralela-do-orgao.shtml

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