O que está acontecendo com o transporte público na capital fluminense?

Fila no Terminal Gentileza nesta quarta-feira (1º) — Foto: Reprodução/TV Globo
A greve dos rodoviários do Rio de Janeiro completou três dias nesta quarta-feira, 1º de julho de 2026, e continua impactando seriamente a circulação de ônibus na cidade. Apesar de uma ordem judicial que requer que 80% da frota esteja em operação, os dados revelam que menos da metade dos coletivos está circulando nas ruas.
Conforme informações do Rio Ônibus, que representa as viações, apenas cerca de 1.500 ônibus estavam em operação às 6h da manhã, o que corresponde a 41,66% da frota total de aproximadamente 3.600 veículos. A Justiça estipulou que, para atender à demanda, pelo menos 2.880 coletivos deveriam estar ativos durante a greve.
A decisão judicial veio após a percepção de risco à ordem e ao direito de ir e vir da população, dada a insuficiência da frota previamente em operação que apenas correspondia a 50%. Em caso de descumprimento dessa determinação, foi fixada uma multa de R$ 100 mil por dia ao Sindicato dos Rodoviários.
As concessionárias de transporte, incluindo trens e metrô, tomaram medidas para mitigar os impactos da paralisação. A SuperVia anunciou que aumentará a oferta de viagens, com 30 viagens extras programadas para o dia, visando reduzir os intervalos entre os trens durante os horários de pico. O MetrôRio também estendeu suas operações para atender ao maior fluxo de passageiros.
“O cumprimento da determinação da Justiça tem sido dificultado pelo Sindicato dos Rodoviários, que não forneceu as escalas de trabalho necessárias para que os motoristas pudessem operar”, declarou o Rio Ônibus. O presidente do Sindicato dos Rodoviários, Sebastião José, afirmou estar “surpreso” com a decisão judicial, criticando a postura do sindicato patronal durante as negociações.
As reivindicações da categoria incluem um piso salarial de R$ 4.000 e R$ 5.000 para diferentes tipos de motoristas, além de benefícios como vale-alimentação e plano de saúde. Contudo, a proposta atual oferecida pelas empresas não atende a essas demandas.
Com as negociações ainda em impasse e uma nova audiência marcada para a próxima segunda-feira, a situação continua a gerar apreensão entre os usuários do transporte coletivo, que esperam soluções rápidas para evitar mais dias sem coletivos nas ruas.
Os eventos da greve e suas repercussões estão se desdobrando e a população segue acompanhando atentamente as movimentações nas reuniões entre sindicatos e a Prefeitura.
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Referências
- https://g1.globo.com/rj/rio-de-janeiro/bom-dia-rio/noticia/2026/07/01/greve-de-rodoviarios-entra-no-3o-dia.ghtml
- https://www.estadao.com.br/brasil/greve-dos-rodoviarios-no-rio-chega-ao-terceiro-dia-trens-e-metro-reforcam-operacao-npr/
