Dois mortos e vários feridos: o impacto de um ataque a tiros em uma escola estadual

Fachada do Instituto São José com muro baixo bege e portão verde aberto. Ao fundo, prédio de dois andares com janelas e letreiro azul. Carros estacionados no pátio interno. Foto: Reprodução/Google Street View.
Um episódio trágico abalou a comunidade de Rio Branco (AC) na tarde desta terça-feira, 5 de maio de 2026, quando um ataque a tiros na Escola Instituto São José resultou na morte de duas funcionárias e ferimentos em outros quatro. O autor do ataque foi um adolescente de apenas 13 anos, que, segundo informações da polícia, utilizou uma pistola pertencente ao padrasto, um advogado.
As primeiras informações indicam que três funcionárias e um aluno foram atingidos pelos disparos. Apesar do susto, a escola estava passando por reformas, o que fez com que alguns alunos inicialmente confundissem os disparos com os ruídos das obras. Um estudante relatou “a turma confundiu o barulho dos tiros com ruídos da reforma” e mais tarde, quando o ataque se intensificou, a professora orientou os alunos a se agacharem e apagaram as luzes da sala para se proteger.
Conforme relatado pelo tenente-coronel Felipe Russo, comandante do Bope da Polícia Militar do Acre, o adolescente se entregou após o ataque e foi apreendido. O caso deixou a comunidade escolar em estado de choque e a Secretaria de Estado de Educação e Cultura (SEE) anunciou a suspensão das aulas em toda a rede estadual por três dias, como medida de segurança.
O governo do Acre expressou sua solidariedade às famílias afetadas e mobilizou equipes de apoio psicossocial para oferecer suporte aos alunos e funcionários da escola. O prefeito de Rio Branco, Alysson Bestene, manifestou sua preocupação, afirmando que “a escola deve ser sempre um espaço de acolhimento e proteção”.

Aluna permaneceu no local à espera de informações sobre o ataque junto à mãe. Foto: Walace Gomes/g1.
Essa tragédia em Rio Branco se insere em um contexto mais amplo de violência em escolas no Brasil, levando a um debate urgente sobre segurança escolar e a proteção de crianças e adolescentes. A Polícia Civil já iniciou investigações para apurar as circunstâncias e possíveis responsabilidades, enquanto a cidade se mobiliza para entender os motivos por trás deste ato extremamente violento.
Esses eventos chamam a atenção para a necessidade de diálogos sobre a prevenção da violência nas escolas e a importância de um suporte emocional eficaz para as vítimas e a comunidade. As vozes da sociedade civil e de autoridades competentes devem se unir para reforçar a segurança e garantir que tragédias como esta não voltem a acontecer.
A situação demanda que todos, desde o poder público até as famílias, se unam para promover um ambiente de aprendizado seguro e saudável. Os comentários e reflexões sobre este caso são bem-vindos, pois juntos podemos buscar soluções eficazes.
Referências
- https://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/2026/05/ataque-a-tiros-em-escola-deixa-duas-pessoas-mortas-e-cinco-feridas-em-rio-branco-ac.shtml
- https://agencia.ac.gov.br/nota-publica-sobre-ocorrencia-no-colegio-sao-jose/
- https://g1.globo.com/ac/acre/noticia/2026/05/05/professora-mandou-a-gente-sentar-no-chao-e-apagou-a-luz-diz-aluna-apos-ataque-a-tiros-em-escola-no-ac.ghtml
