Quarenta anos depois, lições não aprendidas e novos perigos emergem!

Chornobyl and Zaporizhzhia – enough already! – Fonte: Ukrainian World Congress
O desastre de Chernobyl, ocorrido em 1986, continua a reverberar na memória coletiva da Ucrânia e do mundo. Em 26 de abril de 2026, foi marcada a passagem dos 40 anos da tragédia, que se tornou um dos símbolos mais trágicos da desumanização imposta ao povo ucraniano pelo regime soviético e, mais recentemente, pela agressão russa. A situação exacerbada pela invasão da Rússia em território ucraniano lança sombras sobre a segurança das instalações nucleares, especialmente a usina de Zaporizhzhia, que permanece sob ocupação militar.
O ex-presidente do Congresso Mundial Ucraniano, Eugene Czolij, expressou preocupações sobre o DESCASO que a administração soviética teve com a vida humana, como exemplificado pela falta de aviso prévio sobre a explosão. “Não foi dado nenhum alerta às pessoas que viviam nas proximidades e, tragicamente, muitos só descobriram através de fontes de fora do país”, destacou Czolij.
Para a sobrevivente Inna Mitelman, que ao lado de sua família viveu perto da usina, a infância foi bruscamente interrompida. Em entrevista, ela relembra como a única notícia sobre o acidente veio de uma tia na Austrália. “Nós não fomos informados. Apenas dissemos para nossos parentes que iríamos embora fugir para a Rússia”, relatou Inna.
Além do alerta tardio, o uso da usina de Zaporizhzhia como um trunfo político e militar por parte da Rússia tem gerado apreensões globais. No início de março de 2022, um ataque militar perigoso ameaçou provocar uma catástrofe nuclear, conforme observado pela embaixadora dos EUA, Linda Thomas-Greenfield, que avisou sobre o risco considerável que essa ação representava para a Europa: “Felizmente, a situação não se transformou em uma catástrofe nuclear naquela noite, mas o risco permanece enquanto a usina estiver sob ocupação”, afirmou.
As lições do passado não foram suficientemente absorvidas, e os ecos do desastre de Chernobyl são um lembrete constante de que as consequências da energia nuclear manipulada de forma irresponsável podem ser catastróficas e de longo alcance.
Concluindo, o que estamos esperando para agir? É fundamental que a comunidade internacional atue em conjunto para mitigar a situação em torno da usina de Zaporizhzhia e proporcione a segurança necessária para as regiões afetadas. O tempo de agir é agora!
Os leitores são incentivados a comentar e compartilhar suas reflexões sobre o impacto dos desastres nucleares e a atual situação em Zaporizhzhia.
Referências
- https://www.ukrainianworldcongress.org/chornobyl-and-zaporizhzhia-enough-already/
- https://www.primetimer.com/features/child-of-chernobyl-inna-mitelman-says-she-had-to-leave-behind-her-dog-best-friend-and-old-life
- https://www.msn.com/en-in/news/india/what-it-s-like-standing-300-meters-from-the-chernobyl-reactor/vi-AA1SYsUR?ocid=hpmsn
