Explosões devastadoras marcam um dos maiores bombardeios desde o início da guerra. O que isso significa para a Europa?

Grande explosão ilumina o céu noturno sobre uma área urbana com prédios residenciais e comerciais. A explosão gera uma nuvem de fogo e fumaça visível acima das construções. Fonte: Reuters.
Na madrugada do dia 24 de maio de 2026, a Rússia lançou um dos maiores ataques aéreos contra a Ucrânia desde o início do conflito, utilizando pela primeira vez o supermíssil Oreshnik. Este ataque ocorreu em resposta a um bombardeio ucraniano que resultou na morte de civis em um dormitório universitário na ocupada região de Lugansk, conforme relatado pelo Ministério da Defesa russo.
Segundo autoridades ucranianas, o ataque rendeu um trágico saldo de quatro mortos e mais de 80 feridos. O prefeito de Kyiv, Vitali Klitschko, descreveu a noite como “terrível”, mencionando que as equipes de resgate estavam ativas apagando incêndios e ajudando as vítimas. “Neste momento, equipes de resgate estão apagando incêndios e removendo os escombros”, disse Klitschko em um comunicado no Telegram.
Em total, a Rússia disparou 90 mísseis e 600 drones contra a capital ucraniana, um volume de armamento sem precedentes em relação aos ataques anteriores. “Este ataque foi uma reação não apenas ao que aconteceu na Ucrânia, mas também um aviso à Europa sobre as capacidades militares da Rússia”, afirmou o presidente ucraniano, Volodimir Zelensky.
Durante o ataque, o Oreshnik, um míssil balístico hipersônico com capacidade para manter ogivas nucleares, foi utilizado. A velocidade desse míssil é tal que torna sua interceptação praticamente impossível. Informes indicam que, nesta investida, o alvo foi a cidade de Bila Tserkva, localizada a 64 km de Kyiv, mas o prefeito relatou que os danos também foram significativos na capital.
Outra imagem impressionante mostrava os mísseis russos sobrevoando Kyiv, ressaltando a intensidade do ataque.

Mísseis russos, que parecem ser o míssil balístico hipersônico Oreshnik, sobrevoam Kiev, na Ucrânia, durante um ataque com mísseis e drones. Fonte: Reuters/Gleb Garanich.
A proposta de retaliação russa foi explícita após o ataque ucraniano que deixou 18 mortos. Durante semanas, o presidente Zelensky havia alertado sobre a possibilidade de um ataque massivo e enfatizado a necessidade de resposta internacional à agressão russa. “É importante que isso não fique sem consequências para a Rússia”, afirmou Zelensky, ressaltando a urgência de apoio das nações ocidentais para lidar com a crescente ameaça.
O ataque de 24 de maio é uma clara indicação de que a Rússia pretende demonstrar que está disposta a escalar o conflito, apesar das sanções internacionais. Em resposta aos bombardeios, a Rússia pretende atingir alvos estratégicos, incluindo instalações militares ucranianas, em uma tentativa de desestabilizar a infraestrutura de defesa da Ucrânia.
A população de Kyiv viveu momentos de terror e incerteza, buscando abrigo em estações de metrô enquanto as explodidas ecoavam pela cidade. Muitas pessoas relataram a intensidade e o impacto emocional das explosões, com relatos de que “foi aterrorizante, assustador” quando as explosões começaram.
Este novo capítulo na guerra entre Rússia e Ucrânia marca um aumento significativo na hostilidade e elemento de tensão além das fronteiras, uma vez que as potências ocidentais observam atentamente as iniciativas bélicas e as reações possíveis.
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Referências
- https://www1.folha.uol.com.br/mundo/2026/05/russia-usa-supermissil-em-mega-ataque-contra-ucrania-veja-video.shtml
- https://valor.globo.com/mundo/noticia/2026/05/24/rssia-atinge-ucrnia-com-mssil-oreshnik-em-um-dos-maiores-ataques-da-guerra.ghtml
- https://www.cnnbrasil.com.br/internacional/russia-faz-grande-ataque-contra-kiev-em-retaliacao-a-ofensiva-ucraniana/
